TRAGÉDIA: MÃE MATA FILHO POR SER HOMOSSEXUAL



TRAGÉDIA: MÃE MATA FILHO POR SER HOMOSSEXUAL

ONDDApor


Mais uma tragédia causada pela intolerância. Quando uma mãe tira a vida do próprio filho, já é um absurdo sem precedentes, no entanto, quando a motivação é o preconceito por causa da homossexualidade dele, o inimaginável toma contornos de uma ferida social que já deveria ser sanada.

Na tarde da quarta-feira, 11 de janeiro, Tatiana Lozano Pereira confessou ter assassinado seu filho, Itaberlly, de 19 anos, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo
.
Segundo informações de “Veja São Paulo”, o crime foi registrado pela Polícia Civil. Tatiana matou seu próprio filho a facadas no dia 29 de dezembro de 2016. O crime, com traços de tragédia social, não foi cometido apenas por Tatiana. Ela contou com a ajuda do marido, que era padrasto de Itaberlly. O esposo incendiou o corpo do jovem em um canavial numa tentativa de ocultação de cadáver.

“Ele usava drogas e levava homens para casa”, Tatiana justificou o crime, relatando para a polícia que o comportamento do filho provocou o incidente.

A tragédia familiar motivada pela intolerância, aconteceu porque a mãe não aguentava mais conviver com a homossexualidade do filho. Segundo pensava, por conta do comportamento e das relações entre homens, Itaberlly começou a usar drogas e ficar agressivo.

No sábado, 7 de janeiro, um cadáver carbonizado foi encontrado no meio do canavial e despertou suspeitas que poderia ser do rapaz. No entanto, o boletim de ocorrência (B.O) do desaparecimento só teria sido registrado pela família na segunda-feira, 9 de janeiro. Os dois, Tatiana e o padrasto do jovem, trabalhavam juntos em um supermercado.

De acordo com informações do jornal local “A Cidade”, a mãe do rapaz disse em depoimento que Itaberlly ameaçava de morte os familiares. O que tornaria o assassinato do filho uma atitude de “defesa preventiva”.

A polícia segue investigando o caso, porém ambos, Tatiana e esposo, tiveram a prisão temporária decretada por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

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