Após motim, cerca de 1,1 mil policiais militares do ES responderão inquéritos




Após motim, cerca de 1,1 mil policiais militares do ES responderão inquéritosPor iG São Paulo * | 17/02/2017

Após pedido no ministro da Defesa, agentes da Polícia Militar iniciaram o retorno ao trabalho no Espírito Santo
Tânia Rego/Agência Brasil - 11.2.2017
Após pedido no ministro da Defesa, agentes da Polícia Militar iniciaram o retorno ao trabalho no Espírito Santo

Em seu boletim geral, polícia diz que 124 agentes podem ser demitidos por causa da mobilização; Forças Armadas reforçaram a segurança no Estado

A PM (Polícia Militar) do Espírito Santo informou nesta sexta-feira (17) que foram publicados os atos relacionados a 1.151 agentes que responderão a inquéritos por crimes de revolta ou motim. Ao todo, a corporação tem um efetivo de aproximadamente 10 mil homens no estado.
O boletim geral da Polícia Militar também publicou a lista dos agentes que podem ser demitidos após a abertura do processo. Os procedimentos têm prazo inicial de 30 dias para serem concluídos. Ao todo, 124 PMs responderão a processos disciplinares de rito ordinário (para os que têm menos de dez anos na corporação) e 27 serão submetidos ao Conselho de Disciplina (por terem mais de dez anos na PM).
A crise na segurança pública no Espírito Santo teve início quando parentes de policiais militares, principalmente mulheres, se reuniram em frente à 6ª Companhia, no município da Serra, na Grande Vitória, e bloquearam a saída de viaturas. A mobilização teve início no dia 3 de fevereiro.
Os protestos se estenderam para outros batalhões e terminaram atingindo todos os quartéis do estado. Eles reivindicam reajuste salarial e pagamento de benefícios. Após tentativas de acordo frustradas com o governo, as mulheres dos PMs continuam acampadas em frente aos batalhões.

Forças Armadas

Por conta da crise de segurança no estado, o governo federal anunciou o envio de equipes das Forças Armadas ao Espírito Santo. Na última terça-feira (14), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a União vai estender a permanência das tropas em territórios capixabas.
A previsão inicial era de que os militares fossem ficar apenas dez dias reforçando a segurança do Espírito Santo, conforme decreto assinado pelo presidente Michel Temer no último dia 8. "Vamos permanecer o tempo que for necessário, até que a normalidade se reinstaure", garantiu o ministro.
A mobilização no Espírito Santo inspirou manifestações semelhantes em outros estados. No Rio de Janeiro, familiares e esposas dos agentes também bloquearam o acesso a alguns batalhões da Polícia Militar. O estado também recebeu reforço das Forças Armadas.

* Com informações da Agência Brasil


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