Gaeco prende policiais civis acusados de exigir dinheiro de investigados



23/02/2017 
CONCUSSÃO E ABUSO

Gaeco prende policiais civis acusados de exigir dinheiro de investigados

Parte da operação aconteceu na semana passada
Cedoc/RAC


                      Parte da operação aconteceu na semana passada

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu na manhã desta quinta-feira (23) mandados de prisão contra dois investigadores da Polícia Civil, em Curitiba. A ordem judicial foi expedida pelo Juízo de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana da capital, que também determinou a suspensão do exercício profissional de um advogado. 

Os três suspeitos foram denunciados pelo Gaeco por concussão (exigência ilícita de dinheiro) e os dois investigadores também foram denunciados por abuso de autoridade. Eles algemaram e mantiveram uma vítima detida indevidamente durante algumas horas. 

De acordo com o Gaeco, em 21 de janeiro de 2015, os investigadores denunciados abordaram dois veículos na Estrada da Graciosa vindos do Litoral, onde estavam dois irmãos com as respectivas famílias. A abordagem foi feita por indicação de um acusado pela morte de Ricardo Geffer (suspeito de matar o ex-prefeito de Rio Branco do Sul João Dirceu Nazzari), que agia em conjunto com outros policiais. Todos foram levados ao Centro de Operações Policiais Especiais, em que na época trabalhavam os investigadores.

Em seguida, os dois irmãos foram levados para a localidade de Assungui, zona rural de Rio Branco do Sul, onde foi vistoriada uma casa do sítio de um deles. No local, encontrou-se uma arma e, por tal razão, foi dada voz de prisão ao homem. Além disso, os policiais exigiram R$ 50 mil para não prender o outro homem por associação ao tráfico, embora não tivessem encontrado evidências da prática. 

Diante das circunstâncias, a vítima assentiu em dar o dinheiro em três parcelas como pagamento aos policiais. Os valores deveriam ser entregues a um advogado de confiança dos investigadores, por determinação deles.
Redação Bonde com MP-PR

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