PM inventa lei para repreender homem que filmava ação policial no Rio de Janeiro



PM inventa lei para repreender homem que filmava ação policial no Rio de Janeiro


Policiais dizem que pessoa passa a ser testemunha caso faça filmagens e que celular pode ser apreendido. OAB diz que ninguém pode ser impedido de gravar em área pública e PM vai apurar caso.

Um homem foi abordado por um policial militar, na manhã desta terça-feira (21), na Tijuca, Zona Norte do Rio, diante de uma agência bancária que havia sido assaltada. O homem registrava toda a movimentação com um telefone celular quando um PM ameaçou confiscar o aparelho do rapaz alegando uma "nova lei" inexistente.

"Tu já sabe da nova lei já, cara?", questiona o policial ao rapaz, que contesta: "Não existe essa nova lei".
Segundo o PM, quando uma pessoa faz uma filmagem ela passa a ser testemunha e pode ter o telefone celular apreendido. O policial ainda chama um colega para confirmar a história.



"Com certeza. Pega o telefone dele e leva para perícia ali, que ele só vai pegar o telefone daqui a 6 meses", diz o segundo PM.

O Comando da Polícia Militar informou que identificará os dois policiais do Batalhão de São Cristóvão e que repudia o abuso de autoridade.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse que apenas a Polícia Civil decide se alguém pode ajudar na investigação do caso e que o policial não pode ameaçar tirar o celular ou impedir que alguém faça gravação numa área pública.

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