Líderes da base aliada na Câmara dos Deputados afirmam que o fim do foro privilegiado está praticamente descartado após a denúncia da Operação Lava Jato contra o PP. O assunto foi discutido entre parlamentares nesta quinta-feira em Brasília. 

Deputados ouvidos pelo blog avaliam que onde o foro privilegiado não alcança, a Lava Jato avança – e, agora, para cima dos partidos. Sem o foro, os políticos se sentem vulneráveis. 

Se a denúncia do MP for aceita, os caciques dos partidos afirmam que as legendas ficarão inviabilizadas. Eles dizem não ter como arrecadar para pagar a multa bilionária pedida pelo MP – e, naturalmente, não poderão usar o fundo partidário, que é dinheiro público, para devolver ao Estado recursos desviados. 

Por isso, a reação dos parlamentares é se blindar. Isso significa que o debate entre os políticos sobre o fim do foro privilegiado será cada vez mais "para inglês ver", como, a propósito, atualmente já ocorre nos corredores do Congresso.

Além disso, deputados da base aliada e da oposição, afirmam que, como a Lava Jato já sinalizou que PT e PMDB podem ser os próximos alvos, a reação coletiva deverá passar pelo reforço no discurso em defesa da aprovação do projeto de abuso de autoridade, relatado pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).

A proposta é considerada sob medida para impedir o avanço das investigações.