Edifícios adotam soluções para seus idosos



Edifícios adotam soluções para seus idosos
Projeto desenvolvido na Unesp de Rio Claro é destaque em O Estado de S. Paulo
Caroline Monteiro ESPECIAL PARA O ESTADO
17/03/2017


Michiko e Eliete no playground dos idosos

Enquanto as incorporadoras ainda esperam melhores condições econômicas para lançar empreendimentos voltados às pessoas idosas, com infraestrutura acessível e serviços de geriatria e fisioterapia, por exemplo, condomínios se adaptam para promover melhor qualidade de vida para os idosos que já moram lá.


É o caso do Mofarrej, condomínio na Vila Mariana, que instalou um novo playground – não para as crianças, e sim para os cerca de 30% dos seus moradores que já têm mais de 60 anos. O síndico do prédio, Carlos Humberto Correia, conta que a ideia partiu do morador Henrique Wuilleumier, de 85 anos. “Quando a idade chega, percebemos que é preciso se exercitar mais. Eu vi que havia um gramado disponível na área comum do condomínio e sugeri que fosse instalado uma academia ao ar livre para a terceira idade”, conta Wuilleumier.


O parquinho foi um projeto da empresa Playlong, que surgiu inspirada em aparelhos de ginástica chineses. O proprietário, Artur Henrique Carvalho, que morava em Araras, interior de São Paulo, levou o projeto para a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro.


Lá, em conjunto com idosos e alunos de educação física do Instituto de Biociências, estudaram a importância da atividade física para as pessoas mais velhas e desenharam uma série de aparelhos de ginástica. “Pensamos na flexibilidade, força e capacidade de quem envelhece; e também na leveza, altura e ergometria da academia”, diz Carvalho.


Para instalar os 14 equipamentos da empresa, um condomínio gasta cerca de R$ 26 mil. O pacote com sete aparelhos custa R$ 16 mil. É preciso uma área de lazer, de preferência a céu aberto e em área de sombra. A academia é chumbada ao chão.

“Defendo que os prédios integrem os moradores idosos. Muitas vezes, eles não querem saber da molecada que faz barulho e não têm um espaço próprio para interagir e se integrar que não seja o elevador. O playground da longevidade é uma possibilidade de distração.” Carvalho diz que já viu casal de idosos se formar em um dos condomínios onde instalaram o projeto.

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