Os cuidados que devem ser tomados na hora de comprar carne



Os cuidados que devem ser tomados na hora de comprar carne


Professores da Unesp são entrevistados pela Revista Cláudia
Maria Beatriz Melero/Revista Cláudia
22/03/2017


Na última sexta-feira (17), a Polícia Federal deflagrou a Operação Carne Fraca. Desde então, muito se falou sobre o escândalo de liberação de licenças e fiscalizações irregulares de funcionários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento aos frigoríficos.

A operação repercutiu no mercado financeiro e nas relações comerciais do Brasil com parceiros tradicionais da carne nacional. Outro ponto que ficou abalado, foi a confiança do mercado consumidor interno brasileiro com o produto.

Muitas pessoas ficaram inseguras de continuar consumindo carne no país, principalmente motivadas por interpretações equivocadas sobre o processo  – como a hipótese de ter ocorrido a mistura de papelão às carnes. “É impossível picar papelão e misturar numa salsicha. Eles simplesmente se misturam”, esclarece Roberto Roça, professor da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp e especialista em Tecnologia de Produtos de Origem Animal, com ênfase em Tecnologia de Carnes.

Para esclarecer essa e outras questões e, assim, você comprar carne sem ter medo de se contaminar, CLAUDIA conversou com especialistas. Veja:

Posso continuar consumindo carne brasileira?


De acordo com os especialistas ouvidos por CLAUDIA, não há porque sentir medo de consumir carne brasileira.

“A Carne Fraca envolve frigoríficos pontuais. A cadeia produtiva de carne no Brasil é forte e rigorosa. O consumidor pode, sim, confiar nas informações dos rótulos”, diz Fabio. “O problema, aparentemente, não é generalizado no Brasil. É seguro comer carne no país, ainda. É importante procurar carnes inspecionadas“, defende.

É melhor optar por carne fresca de açougues ao invés de embalada do supermercado?


“Mesmo no açougue, é importante que se consuma carne inspecionada. Carne clandestina ou carne sem a supervisão de um veterinário pode veicular diversos microorganismos e doenças”, diz Fabio.

“Caso opte por carne de açougue, o consumidor deve pedir que o corte da carne seja feito na hora ou dar preferência a embalagem à vácuo. Porque é difícil saber quando a carne foi embalada. Supermercados grandes tem técnicos que fazem vistorias constantes de suas geladeiras. Já os pequenos não têm uma equipe grande para isso”, explica Roberto.

Apesar de ser a ideal, a embalagem à vácuo pode oferecer riscos à população caso sejam identificadas bolhas de ar no pacote. “A carne deve estar aderida a embalagem, sem nenhum furo.” Além disso, o tipo à vácuo pode alterar a cor da carne. A alteração acontece devido à ausência do oxigênio do ar. Mas assim que você retira a carne da embalagem, volta a ficar vermelho vivo”, explica Roberto.

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