Alckmin e Perillo defendem reforma da Previdência nos estados



Alckmin e Perillo defendem reforma da Previdência nos estados

09/04/2017
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Governadores de SP e Goiás querem tratamento igual a servidor público e trabalhador privado

SÃO PAULO - Os governadores tucanos Geraldo Alckmin, de São Paulo, e Marconi Perillo, de Goiás, defenderam ontem a reforma da Previdência para servidores estaduais numa transmissão feita por vídeo numa rede social. Segundo eles, o país precisa de um regime geral de previdência para todos os trabalhadores de forma a reduzir a distância das aposentadorias pagas a funcionários públicos e empregados do setor privado.
A proposta feita pelo presidente Michel Temer deixou de fora os servidores estaduais e municipais e deu 180 dias aos estados e prefeituras para que façam suas próprias reformas. Caso não cumpram esse prazo, passam a valer as regras estabelecidas pelo Congresso.
O governador de São Paulo observou que 70% dos aposentados da iniciativa privada recebem apenas um salário mínimo. A média de aposentadoria paga a esses trabalhadores é de 1,7 salário mínimo e ninguém ganha mais de R$ 5 mil, que é o teto pago pelo INSS. Alckmin observou que pelo lado dos servidores estaduais, há aposentadorias de R$ 40 mil ou R$ 50 mil.
— É uma coisa totalmente desequilibrada e ainda financiada por estes trabalhadores de baixa renda. Por isso eu sempre defendi o regime geral para todos do setor privado e público, sejam servidores federais, estaduais e municipais - com as mesmas regras - afirmou.
Perillo também defendeu uma reforma que seja isonômica entre trabalhadores privados e públicos, já que hoje a assimetria de salários é muito grande. Ele classificou de inconcebível que no estado de Goiás sete milhões de pessoas tenham que trabalhar para pagar 50 mil pensionistas. Ele afirmou que o déficit este ano com a Previdência será de R$ 1,95 bilhão.
— O déficit saltou de R$ 1 bilhão em 2014 para quase R$ 2 bilhões este ano. Nos quatro anos de mandato, isso dá R$ 8 bilhões. É dinheiro que deixa de ser investido em educação, hospitais, infraestrutura - disse Perillo, observando que é insustentável pagar salários de R$ 40 mil para quem se aposenta aos 48 anos no serviço público.
Alckmin e Perillo afirmaram durante a transmissão que a recessão do país afetou a arrecadação de seus estados e ambos tiveram que cortar gastos com custeio e investimentos. O governador de Goiás afirmou que cortou R$ 3,6 bilhões do orçamento deste ano.
— Sem um controle rigoroso, poderíamos ter entrado em colapso como outros estados entraram. Mas por mais esforço que nós tenhamos feito, se esta questão da Previdência não for resolvida vai chegar um tempo em que não haverá mais o que fazer. Essa é uma questão que deveria ser discutida suprapartidariamente, sem emoção, radicalismo ideológico ou político. O tema não pode tratado tratado com populismo, com base no corporativismo de algumas categorias - disse.
Fonte: O GLOBO

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