Parlamentares reforçaram nesta terça-feira, após a divulgação lista do ministro Luis Edson Fachin, a articulação para aprovar a lista fechada para a eleição de 2018. O modelo é criticado e polêmico. Pela lista fechada, o eleitor não votará mais no candidato. Mas, sim, em uma lista que será ordenada pelos caciques partidários.

Ontem à noite, o assunto foi tema de conversa em Brasília entre políticos que estão na lista de Fachin. Na avaliação de parlamentares ouvidos pelo blog, o objetivo principal, a médio prazo, é sobreviver politicamente: se reelegerem. Com isso, garantirão o foro privilegiado. Eles consideram que o STF- que julga casos com foro- tem um ritmo mais lento do que a primeira instância para julgar processos.

Devido ao estrago político com a Lava Jato, eles defendem a lista fechada sob argumento de que ela seria uma campanha mais barata. Mas, no bastidor, o modelo passou a defendido pelos parlamentares como uma tábua de salvação eleitoral após o avanço das investigações da Lava Jato.

Além disso, como o blog publicou ontem, o Congresso quer aprovar até setembro um fundo exclusivo público, bilionário, para pagar as despesas de campanhas já em 2018.
Do G1


OPINIÃO:  
É evidente que a bandidagem quer continuar no poder, fugir da caneta de Fachin buscando meios que agridem e escravizam de qualquer forma a população para alcançarem seu intento já em paralelo aos futuros acontecimentos, mesmo porque o Foro Privilegiado continua e, com ele a impunidade nojenta, sórdida. Essa "lista fechada" tira do povo o seu direito ao voto, colocando nos "cargos" quem os "chefes de partidos" privilegiam, como sempre os mais abastados, ou seja, os que mais roubaram e roubam da nação. O brasileiro é pacato por demais, pois de outra forma não seria assim, com certeza.
Jornal Web Tablóide

Qual o grande significado dessa investigação no Supremo Tribunal Federal para o mundo político? Quem responde é o comentarista Alexandre Garcia.

"Muito simbólico que tenha sido necessário rodar uma edição extra especial do Diário da Justiça, com a lista de Fachin, ex-lista de Janot. Baixou do Supremo com a força da Tábua dos Mandamentos descendo do Monte Sinai. Nomes e partidos se espalharam pelo deserto de ética em que se transformou a política brasileira com exceções que só vão aparecer depois de todos os depoimentos. Se a travessia chegar ao Brasil prometido, pode ser que um dia, quem quiser ser candidato, tenha que ser limpo, sem mancha, cândido, como afirma a origem da palavra. Como a mulher de César, tem que estar acima de qualquer suspeita - para o eleitor lembrar no ano que vem”, destaca o comentarista.