Busca por centro de prevenção ao suicídio cresce 445%



Busca por centro de prevenção ao suicídio cresce 445%
Pesquisadora da Unesp comenta série série '13 Reasons Why'
Juliana Diógenes e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo
11/04/2017
Personagem pode servir de entrada para falar de problemas
Depois da estreia da série '13 Reasons Why', produto da Netflix que trata de bullying e suicídio em uma escola americana, subiu 445% o número de e-mails com pedidos de ajuda recebidos pelo Centro de Valorização da Vida (CVV). Houve alta ainda de 170% na média diária de visitantes únicos no site. 

Em 13 episódios, o programa retrata a dor de Hannah Baker, adolescente que sofre bullying e grava em fitas os motivos pelos quais teria dado fim à vida. 

Segundo o centro, a maioria das pessoas que está buscando atendimento nos canais do CVV nos últimos dias é jovem e se identifica com a dor da personagem principal. A organização alerta que pais e familiares devem ter um olhar atento para mudanças de comportamento de adolescentes e não hesitar em pedir ajuda profissional. Especialistas ouvidos pelo Estado apontam que adolescentes devem ter acompanhamento de adultos ao assistir a série. 

No site da entidade, que dá apoio psicológico 24 horas por e-mail, chat, skype e telefone, a média diária de 2,5 mil visitantes únicos saltou para 6.770 em abril - a série foi lançada em 31 de março. No domingo, depois que a série foi alvo de críticas nas redes sociais, houve pico: 9.269 pessoas visitaram o site. 

Em relação aos e-mails, entre 1.º e 10 de abril, o CVV registrou 1.840 mensagens, ante 635 no mesmo período de março. De uma média de 55 e-mails diários que chegam ao CVV, nos primeiros dez dias de abril esse número cresceu para mais de 300. Na semana passada, ao menos cem pessoas mencionaram a série.

Acompanhamento. A grande repercussão de 13 Reasons Why tem levado psicólogos e pedagogos a se posicionarem sobre a série, que vem sendo assistida por estudantes e também pacientes.

A psicóloga e pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Luciana Zobel Lapa, que é orientadora educacional da Escola Stance Dual, diz que a série não é adequada para adolescentes que ainda não entraram no ensino médio. Ela também recomenda que os episódios sejam assistidos com acompanhamento dos pais. “Ou, pelo menos, assista primeiro e avalie a pertinência de os filhos assistirem”.


Sobre a pesquisadora
Luciana Zobel Lapa É mestranda em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista - UNESP/ Araraquara, possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia - Faculdades Integradas Hebraico -Brasileiras Renascença (1999) e graduação em Psicologia - Formação de Psicólogo pela Universidade de São Paulo (1992). Faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (GEPEM) da UNESP/UNICAMP. Pesquisa as equipes de ajuda como estratégia de superação do bullying em escolas.Tem experiência em formação de professores nas áreas de convivência, bullying, conflitos em Educação, com ênfase em Educação.

Contato da coordenadora do grupo GEPEM: Luciene Regina Paulino Tognetta, professora da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp de Araraquara - lrpaulino@uol.com.br

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