Fazendinha é ponto tradicional de visitação na Expo Londrina



05/04/2017 
VITRINE DO CAMPO

Fazendinha é ponto tradicional de visitação na Expo Londrina

Ludmila Pelissari Hernandes
Ludmila Pelissari Hernandes - A Fazendinha é um ponto tradicional de encontro entre visitantes e profissionais da área agrícola
A Fazendinha é um ponto tradicional de encontro entre visitantes e profissionais da área agrícola

Ponto de encontro dos produtores rurais, a Via Rural Fazendinha, do Emater, trará muitas atrações e algumas novidades na ExpoLondrina 2017. Um dos destaques será a vitrine do Turismo Rural, que este ano ganhou mais espaço e, além de promover a degustação de pratos típicos paranaenses, oferecerá aos visitantes a prática da escalada. A tradicional Maquete Ambiental vai discutir a sustentabilidade no campo e exibirá um trem movido a energia solar. Estão previstos 13 eventos técnicos, que serão realizados em parceria com a Folha de Londrina, e 28 oficinas com temas variados, que vão do café ao artesanato. 

O gerente regional do Emater em Londrina, Sérgio Luiz Carneiro, diz que a Fazendinha é um espaço, dentro do Parque Governador Ney Braga, pensado especialmente para o produtor rural e a vida no campo. As 25 unidades didáticas da Via Rural trazem informações e orientações sobre as principais atividades econômicas do Norte do Paraná – como grãos e leguminosas, avicultura de corte, frutas e hortaliças, café, produção de leite e mel, aquicultura, pecuária de corte. 

Carneiro lembra que a Fazendinha também discutirá as variadas possibilidades de geração de renda no campo, o aperfeiçoamento da produção e da produtividade, e promoverá o debate sobre questões ambientais. A maquete, por exemplo, trata este ano da implantação de sistemas sustentáveis, mostrando aos produtores as possibilidades de uso da energia solar no meio rural. 

Já a Trilha da Biodiversidade, segundo a coordenadora regional de educação ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Leliana Casagrande Luiz, terá quatro eixos temáticos: água, vegetação, resíduos e produtos sustentáveis. Quem passar por lá vai aprender sobre os impactos da poluição e do desmatamento, ver a quantidade de resíduos gerada por uma pessoa durante uma semana, e ainda descobrir como reaproveitar a borra de café, por exemplo. "A trilha é um laboratório vivo de muitas informações", descreve. Ao final do passeio, a partir de segunda-feira (3), os visitantes poderão preencher uma ficha e concorrer a uma bicicleta. 

Agricultores de várias partes do Estado vão expor os já conhecidos e deliciosos produtos da agroindústria familiar num espaço dentro da Fazendinha chamado de "Armazém do Campo" e também em um pavilhão maior, fora da Via Rural, que levará o nome "Cores e Sabores". Os visitantes poderão provar e levar para casa geleias, patês, doces, embutidos, condimentos, pimentas, conservas, sucos, biscoitos, entre outros. "A agroindustrialização gera renda, emprego e ocupação da mão de obra familiar no campo", afirma Sérgio Carneiro. 

A vitrine do Turismo Rural, segundo ele, teve o espaço ampliado e vai mostrar aos visitantes como a atividade pode ser explorada pelas propriedades sob vários aspectos, do lazer, cultural, pedagógico, e principalmente, como negócio. Haverá degustação de pratos típicos do meio rural paranaense e atividades de aventura, como a escalada, que poderá ser praticada no bosque com a supervisão dos bombeiros. 

Carneiro lembra que a Via Rural tem a função de ser uma vitrine, despertar a curiosidade, oferecer conhecimento, fazer com que as pessoas sintam o cheiro, experimentem os sabores e contemplem as belezas do campo. A expectativa é que, durante os dez dias de feira, os técnicos do Emater atendam de 3 mil a 5 mil produtores rurais. Pela Fazendinha devem passar, também, excursões de escolas, entidades e lideranças do agronegócio.
Bonde - Amanda de Santa

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