Trabalho de mulheres militares no Brasíl é cercado de sigilo



Trabalho de mulheres militares no Brasíl é cercado de sigilo

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Professora da Unesp e entrevistada pelo Estado de Minas
Natália Lambert
11/04/2017
Mesmo com avanços nas últimas décadas, o trabalho de mulheres militares é cercado de sigilo em diversas instâncias nas Forças Armadas. Há dois anos, o Centro de Estudos Estratégicos de Defesa do Conselho de Defesa Sul-Americano (Ceed-CDS) aguarda o Brasil iniciar um questionário qualitativo com o contingente feminino para traçar um diagnóstico da situação da mulher militar na América do Sul. 

Apesar de ter sido fruto de um acordo entre as nações, a recusa do país em coletar e enviar os dados não permite que o relatório seja finalizado e o imbróglio causa desconforto.

Na opinião da professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Suzeley Kalil Mathias, estudiosa das Forças Armadas desde 1980, ainda há uma resistência muito grande em relação às mulheres entre os militares. Para ela, o país está a “anos-luz” de ter um comando de força feminino.

“Eu duvido que essa geração, que daqui a 25 anos estaria no generalato, esteja produzindo mulheres em postos de comando. A cultura entre eles é de criar obstáculos e elas dificilmente chegarão a ser as primeiras da turma”, projeta.

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