Barroso: é impossível tratar de direito penal sem falar de combate à corrupção



10/06/2017 
COMBATE

Barroso: é impossível tratar de direito penal sem falar de combate à corrupção


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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que é impossível tratar do direito penal no Brasil, atualmente, sem abordar o combate que o país tem procurado fazer à corrupção. Para o ministro, de maneira geral, há quase um abalo na autoestima da sociedade brasileira pela descoberta de que a corrupção não se restringia a alguns fatos isolados, a condutas pontuais e tentações da vida. 

"Na verdade a gente tem vivido no Brasil, nos últimos anos, a revelação espantosa de um esquema de corrupção institucionalizado que alcançou agentes públicos, agentes privados, empresas públicas, empresas privadas, partidos políticos, membros do Congresso, em uma extensão e em uma profundidade que estarreceram a sociedade brasileira, mesmo os olhos mais habituados", disse o ministro durante palestra no Fórum Permanente de Direito Penal e Processual Penal da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), no auditório do pleno do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro do Rio. 

Se utilizando de uma comparação com a cena do filme Match Point, do diretor e ator Woody Allen, em que em uma jogada de tênis a bola bate na faixa superior da rede e, por instantes, o espectador fica sem saber de que lado ela vai cair, o ministro disse que o Brasil vive neste momento a expectativa de que lado a bola vai cair. 

"Acho que se ela cair do lado errado, o país vai ficar muito parecido com o que sempre foi, trotando na história, liderado pelos piores, caracterizado pela impunidade, pela apropriação privada do espaço público, pelo desvio de dinheiro e não vamos conseguir passar a mensagem certa para as novas gerações que é: vale a pena ser honesto. A corrupção na verdade recompensa os piores. Não recompensa os bons, recompensa os espertos", disse, acrescentando que os brasileiros têm que fazer a bola cair para o lado certo, onde os bons valerão mais do que os espertos, senão, o país vai continuar no mesmo patamar médio.
Agência Brasil

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