Número de assaltos a carro-forte está aumentando em todo o Brasil



Edição do dia 13/06/2017
Número de assaltos a carro-forte está aumentando em todo o Brasil
G1

Em todo o ano passado, os bandidos levaram mais R$ 35 milhões.
Só este ano, até agora, foram roubados mais de R$ 52 milhões.
César Galvão -  São Paulo

Nem parece, mas as paredes do carro-forte que foi atacado perto de Miracatu, em São Paulo, na segunda-feira (12) à noite eram de aço, feitas para suportar tiros de armas potentes, como fuzis.

Mas a carga de explosivos que os ladrões usaram era tão forte que arrancou as portas do carro e deixou a lataria cheia de buracos. Destruiu até uma parte do dinheiro.

Os bandidos atravessaram uma carreta na pista para bloquear dois carros-fortes. Um conseguiu escapar e o outro foi cercado. Sem chance de reagir, os quatro vigilantes correram para um matagal.

O número de assaltos violentos como esse, está aumentando em todo o Brasil. Em 2015, foram 22. Em 2016, 26 e este ano, até agora, já foram 24.

No ano passado, os bandidos levaram mais de R$ 35 milhões e este ano, até agora, mais de R$ 52 milhões.

Só este mês foram quatro casos, média de um ataque a cada dois dias. Teve explosão de carro-forte numa estrada no Piauí, em um shopping em Natal e perto da fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul, os bandidos usaram até granadas. As paredes de metal do carro-forte foram destruídas, o carro abriu completamente.

Até um carro-forte que estava no pátio da prefeitura do Rio de Janeiro foi atacado. Os bandidos usaram um carro com uma autorização falsa para entrar no estacionamento. Teve tiroteio e depois de uma ação violenta, eles fugiram levando um malote com R$ 550 em moedas.

O número de casos poderia ser ainda maior porque do ano passado até agora, os bandidos fizeram outros 19 ataques que não deram certo porque os vigilantes conseguiram fugir. Como o único meio de transportar dinheiro é por carro-forte, isso virou uma atividade de risco.

“Nós temos uma postura e estamos defendendo isso há muitos anos, que é a divisão de inteligência. Tem que unir as polícias nesses assaltos para que consigamos evitar a saída do ladrão para sua ação. Controlar o explosivo é um trabalho complicado, nós sabemos disso, mas temos que perseguir esse caminho”, diz Marcos Paiva, presidente da Associação Brasileira de Transportes de Valores.

No caso de Miracatu, os vigilantes não ficaram feridos. O grupo antibombas da polícia de São Paulo foi até o local porque parte dos explosivos não foi detonada. É por meio delas que a polícia vai começar as investigações da quadrilha.

Do G1

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