Temer herdou máquina de grampear e segue usando-a



O cúmulo... contra o Brasil!!! 

Temer herdou máquina de grampear e segue usando-a
Claudio Tognolli -Yahoo Notícias 10 de junho de 2017

09/06/2017- Brasília- DF, BRasil- Presidente Michel Temer participa da cerimônia militar comemorativa dos 152 anos da Batalha do Riachuelo e da entrega da Medalha da Ordem do Mérito Naval 
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em nota divulgada neste sábado, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, afirma que “é inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o STF, contra a democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”. Reportagem de VEJA desta semana informa que o governo, em ofensiva contra a Lava Jato, acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para bisbilhotar a vida do ministro Edson Fachin, relator do inquérito aberto contra o presidente Michel Temer por corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça.
“Própria das ditaduras”, continua Cármen Lúcia, “como é esta prática, contrária à vida livre de toda a pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente”.
Bem… o PT também grampeou o STF,  contando com arapongas da Abin e da PF. Temer herdou esse legado de Lula.
Lembrando…
Gilmar Mendes não foi o único ministro do Supremo Tribunal Federal que teve escutas instaladas em seus telefones e no seu computador, sob o PT. Quando o episódio veio a público, em 2007, as apurações da Polícia Federal não conseguiram constatar que todos os ministros do STF estavam com seus telefones grampeados ou com escutas ambientais instaladas em seus computadores. E isso tudo feito por delegados da Polícia Federal.
As informações estão no livro Assassinato de reputações: um crime de Estado, um depoimento do ex-delegado de classe especial da Polícia Civil de São Paulo Romeu Tuma Jr., de que sou co-autor. O livro é uma coleção de memórias de Tuma Jr., ex-secretário de Nacional de Justiça, a respeito de relações suas e de seu pai, o senador Romeu Tuma, morto em 2010, com o governo petista.
No livro 1, publicamos uma prova do grampo sob o PT contra Gilmar Mendes. O denunciante foi o finado chefe da Interpol, delegado Edson de Oliveira.
Leia abaixo a carta de Edson Oliveira a Romeu Tuma Jr:
“Rio, 2 de maio de 2011
Caro Romeu: recebi uma informação no final de 2008 por volta do mês de outubro, dando conta de que a escuta telefônica feita no Supremo Tribunal Federal teria sido feita por um agente federal lotado na Superintendência do DPF no Rio de Janeiro, o qual, na ocasião da realização do grampo, estaria cumprindo missão em Brasília. Essa informação me foi passada pelo presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Rio de Janeiro, o agente Telmo Correia.
Segundo Telmo, após a publicação da notícia da descoberta da realização da escuta no STF, o agente o procurou na condição de presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Rio de Janeiro para pedir aconselhamento, alegando que havia feito a escuta e que estava apavorado e preocupado, sem saber o que dizer caso fosse descoberto.
Para melhor compreensão, Telmo era um dos agentes que compunha uma das equipes que trabalhava comigo no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e deixou escapar essa informação durante uma conversa informal, quando falávamos da existência de inúmeros valores nos quadros da PF e Telmo procurava exaltar as qualidades de um dos seus amigos, com o qual já trabalhara na Delegacia Fazendária e que o procurara recentemente para expressar sua preocupação e pedir apoio e aconselhamento.
Insisti com Telmo para que me fornecesse o nome do agente, entretanto este se recusou, alegando que recebia inúmeras pessoas em sua sala como presidente do Sindicato, e que esse caso era somente mais um. Alertei a Telmo para o fato de que ele não era padre para ouvir confissão e guardar segredo mas sim, antes de tudo, um agente federal e que como tal tinha o dever de informar oficialmente o conhecimento de um crime e de sua autoria. Disse ainda que levaria o caso ao conhecimento da autoridade que presidia inquérito e que, fatalmente ele, Telmo, seria convocado a depor. Telmo, na ocasião, me disse que, caso fosse realmente chamado, negaria tudo.
Investigando o assunto juntamente com o agente federal Alexandre Fraga, outro componente de uma das equipes de plantão naquele aeroporto, chegamos ao autor do delito, através do cruzamento de vários dados que foram vazados por Telmo durante inconfidências que fazia ao longo do dia durante os seus plantões. A investigação nos conduziu ao agente federal Távora, na época lotado na Delegacia Fazendária da PF do Rio de Janeiro.
Távora participou de operações em Brasília, recebendo diárias, tendo passado vários meses naquela cidade, convocado para participar da equipe do delegado Protógenes. Segundo os levantamentos feitos, Távora é um agente federal com pouco tempo de polícia mas muito experiente em análise financeira e documental, pois foi analista de empresas de consultoria por muito tempo antes de ingressar na PF.
Ao iniciar a investigação, no início de novembro de 2008, entrei em contato através do agente Fraga com o delegado William, presidente do inquérito policial que apurava o crime.
Dias após, o agente Fraga recebeu uma ordem de missão para comparecer em Brasília, onde se reuniu com o delegado e o informou que o levantamento estava sendo feito, tendo recebido sinal verde para continuar a operação.
Nessa mesma época, comuniquei pessoalmente ao então superintendente da PF no RJ, delegado Angelo Gioia, a respeito da investigação que realizava com o conhecimento da direção geral.
Posteriormente prestei declarações dos autos do inquérito, tendo inclusive passado por acareação com o presidente do Sindicato, agente Telmo, o qual na ocasião negou o fato e alegou que eu estava mentindo.
Não bastasse esse fato, Telmo, imediatamente após ter sido informado por mim de que o assunto estava sendo levado oficialmente às esferas superiores, convocou o delegado Protógenes para alertá-lo a respeito. Protógenes veio ao Rio de Janeiro e se reuniu com Telmo na sede do Sindicato dos Policiais Federais.
No início de janeiro de 2009, toda a equipe de policiais lotados no aeroporto Santos Dumont, inclusive esse delegado, foi dispensada e transferida para diferentes setores da PF do RJ.
Durante o levantamento feito, ficou evidente que a escuta realizada no STF foi feita com a utilização de equipamentos de gravação digital sem fio, de origem francesa, produto de um acordo feito entre o governo da França e o do Brasil.
Além disso, a maior parte dos componentes da equipe que trabalhou nessa escuta e em outras, legais ou não, fez curso de especialização nessa área na França.
Surpreendentemente, já em outubro de 2009 o mesmo agente Fraga recebeu um e-mail que o informava do cancelamento da viagem que havia realizado a Brasília por determinação da Direx/DPF, alegando que o motivo do cancelamento é que havia se tratado apenas de uma simulação.
Conversei hoje com o agente federa Fraga, o qual não se opôs a que o nome dele fosse citado, bem como se colocou à disposição para fornecer mais detalhes sobre esse caso e outros que tem conhecimento. Estou à disposição para qualquer outra informação.
Um grande abraço, Edson Oliveira
No livro Assassinato de Reputações 2, muito além da Lava Jato, Tuma Jr. avançou na denúncia, com mais dados sobre o grampo contra o STF. Confira o extrato do livro:
No meu livro anterior, relatei como esse episódio foi enfim esclarecido. Recebi uma carta enviada a ele pelo meu amigo Edson Oliveira, ex-diretor da Interpol no Brasil, no dia 2 de maio de 2011. Na carta, Oliveira me disse que ficou sabendo do caso sem querer, numa conversa informal com o então presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Rio de Janeiro, Telmo Correia, no fim de 2008. Eles trabalhavam juntos no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A partir de um cruzamento de dados, feito por ele e pelo agente da PF Alexandre Fraga, segundo a carta, chegou-se a um agente Távora, acusado como autor dos grampos aos ministros do STF. Na época, ele trabalhava na Delegacia Fazendária da PF no Rio. Era um policial com pouco tempo de casa, segundo Oliveira, “mas muito experiente em análise financeira e documental”.
“Távora participou de operações em Brasília, recebendo diárias, tendo passado vários meses naquela cidade, convocado para participar da equipe do delegado Protógenes [Queiroz, ex-deputado federal pelo PC do B]”, dizia a carta. “Durante o levantamento feito, ficou evidente que a escuta realizada no STF foi feita com a utilização de equipamentos de gravação digital sem fio, de origem francesa, produto de um acordo feito entre o governo da França e o do Brasil.”
Esse equipamento de grampo funciona dentro de uma maleta com se fosse uma estação de recepção e emissão de sinal de telefonia. Ela fica apontada à direção de onde está o telefone que será grampeado e a tela do equipamento mostra todos os números naquele raio de distância.
Essa “mala francesa”, entra no lugar da operadora de telefonia, funcionando como uma substituta. Dessa forma, o operador do grampo tem acesso a todas as operações feitas com o telefone e pode controlá-las. Ele pode, por exemplo, apagar o registro de uma ligação, ou fazer uma ligação a partir da máquina. 
Um herói
Antes de trazer  elementos inéditos a essa investigação, quero prestar uma homenagem ao delegado Edson, humanizando-o num breve perfil.
Trazendo em sua raiz o estigma de ser oriundo de um bairro paulistano estritamente tradicional e popular como é a Mooca, cujo povo tem em sua essência o calor da amizade verdadeira e os nobres valores familiares, hoje tanto em falta, Edson de Oliveira, não deixou de manter essas tradições e, como destacou-se em sua brilhante vida profissional, ainda que vítima de um estado criminoso que assassina reputações, tornou-se ídolo de todos aqueles que o conheceram, dos que com ele trabalharam e que sempre torceram por suas vitórias.
A trajetória de vida de desse grande amigo (ídolo de quem o cercava, incluo-me nesse grupo) sempre foi pautada pela perseverança, astúcia, humildade em ouvir e dividir opiniões e, principalmente pela enorme força de vontade de vencer e ser alguém na vida.
Filho mais velho de um casal de operários de empresas privadas, com pouco estudo e poucos recursos financeiros, sempre aprendeu que o que mais importava na vida era ser honesto e ter caráter, e que sua missão era transmitir esses valores aos seus dependentes. Pai de 12 filhos, todos criados e bem encaminhados, frutos de dois casamentos, o que já mostra uma coragem e generosidade infinitas, Edson cumpriu com louvor o que lhe ensinaram seus falecidos pais.
Pautou sua íntegra vida jamais desviando sua conduta, quer na vida pessoal, quer na profissional. Todas as suas virtudes derivaram de seus esforços e, assim, enquanto cursava o antigo ginásio, complementava seus conhecimentos na língua inglesa e italiana com uma senhora vizinha e amiga da família  –aliás, um diferencial significativo que o qualificou nos anos 90 já a frente de importantes missões internacionais. Falava um inglês sem sotaques muito elogiado em nossas viagens mundo afora, caçando bandidos, buscando mafiosos e fazendo a boa imagem e reputação da polícia federal brasileira, sob o comando de meu falecido pai Tumão, seu então diretor geral.
Já formado em direito, Edson trabalhou como funcionário de um grande escritório de cobranças de São Paulo. Porém, sua atuação profissional foi em sua maioria do tempo na cidade do rio de janeiro para onde migrou em 1975, quando também se interessou em prestar concurso para a Polícia Federal, tendo concluído seu curso entre os primeiros colocados para a carreira de delegado de polícia  federal, logo após também ter sido aprovado no concurso de agente.
Sua ascensão profissional deveu-se unicamente a sua capacidade intelectual e técnica, face seu discernimento do certo e do errado, tornando-o um expoente na profissão, sendo nomeado como superintendente da polícia federal no estado do rio de janeiro no início dos anos 90.
Com sua competência, a relação de confiança conquistada e a amizade adquirida com meu pai, que o considerava um filho, Edson alcançou os mais altos postos do poder policial neste país, inclusive sendo nomeado diretor da Interpol no Brasil, maior organização de polícia no mundo — que fez com que se tornasse um profissional de reconhecimento internacional, participando de cursos no FBI, na Scotland Yard, dentre outras polícias de grande capacidade operacional e investigativas mundiais. Além de tudo isso, foi um dos protagonistas, junto comigo, da emocionante, histórica e vitoriosa eleição do Tumão como vice-presidente mundial da Interpol em 1991.
Edson de Oliveira, integrou uma pleidade de policiais vocacionados, com os quais tive a honra de trabalhar, e aqui lembro de alguns, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao Brasil, como Jairo Kullman, Paulo Magalhães, Cavalheiro, Roberto Alves, Moacir Favetti, Wilson Perpétuo, Mauro Spósito, Wilson Damásio, dentre tantos outros inesquecíveis amigos e profissionais, de estirpe, que ademais,  foram responsáveis pela construção do bom nome da PF de hoje. 
Recentemente estive com seu irmão Evaldo de Oliveira e com sua filha Sharon Marie Brauer de Oliveira, que muito me falaram sobre a vida familiar do Edson e de seus últimos dias. O sentimento de todos que o conheciam era comum: era cultuado como herói, vencedor e exemplo a ser seguido.
Partiu ainda muito moço aos 63 anos, ao nos deixar inesperadamente “antes do combinado”, (como diz Rolando Boldrin, de quem era fã) no amanhecer do dia 12 de outubro 2015. Uma morte misteriosa até hoje sem explicações que me convençam. Absurdamente não houve necropsia.
Sendo considerado e reconhecido por todos que lhes eram mais íntimos como “Nê”, nunca se eximiu de responder ao apelido que carregava desde criança, pois sendo o bastião de uma geração de parentes e amigos, jamais se apresentou de acordo com sua importância, mantendo sua simplicidade e humildade perante seus pares, fossem mais jovens ou mais antigos.
Paira hoje a grande dúvida do que realmente ocorreu em relação a sua morte, pois nada justifica sequer explica sua “doença”, uma vez que sempre foi cuidadoso com sua saúde, praticando esportes que não trariam de imediato a sua tragédia.
A surpresa para todos, foi a forma e velocidade com que os fatos ocorreram, inicialmente, em meados de junho de 2015, às vésperas de uma reunião. Ela fora marcada no Rio de Janeiro, no intuito de fundar um novo partido político, para o qual Edson já colhia assinaturas de apoio.
Eis que Edson foi surpreendido com a apresentação de espasmos, o que foi considerado como efeitos de um simples incomodo nevrálgico. Isso se agravou  com o passar dos dias. E chegou num paroxismo: Edson deixou de ter lembranças mais recentes, ficando somente com imagens de casos e amigos de muito tempo atrás, agravando assim seu estado de saúde.
Lembro-me de seu sobrinho Felipe Provenzano dando-me a notícia de que ele só se lembrava das missões que recebia do Tumão, ainda vivo, e como diretor da Polícia Federal, a quem carinhosamente chamava de “chefe”. Edson, também durante essa estranha crise, mandava me chamar para “pagar missões”, gíria policial usada para referirmos quando se dá um serviço de relevância a algum subordinado, eis que em 1991, fui seu escolhido para honrosa e orgulhosamente chefiar o primeiro escritório regional da Interpol no Brasil, em São Paulo.
Nada foi mais traumático para mim e seus familiares, quando soube da sua internação em estado grave. Permaneceu entubado por mais de quinze dias em um hospital na cidade do Rio de Janeiro.
Edson foi perseguido por essa máquina assassina do estado, que após eu ter divulgado, com sua ajuda, a farsa que foi a investigação sobre o grampo no STF o ocorrido sob a condução da Operação Satiagraha. E , depois da denúncia, passou a ser virulentamente processado por fatos ocorridos décadas atrás.
Como homenagem a ele e em cumprimento a um compromisso que havia assumido, só agora divulgarei a prova cabal e definitiva da armação que fizeram tentando apagar os rastros da investigação por ele procedida: que confirmou a efetiva violação do sigilo telefônico do STF e de alguns de seus ministros e a farsa que foi a investigação para apurar aquele crime afrontoso contra o estado de direito e, que possivelmente até hoje, resta inconclusa.
***
O agente Fraga, que ajudou o Edson fazer essa investigação foi convocado para ir a Brasília, para relatar por escrito tudo o que tinha investigado e descoberto sobre o grampo no Supremo, e fez isso. Essa viagem aconteceu, esses fatos foram registrados e enfim, nós reportamos isso. Isso deu-se na época de 2008 quando o Edson fez essa investigação junto com o Fraga, na capital federal. Fraga, um ano depois de ter ido à Brasília recebe um e-mail, que me foi repassado por Edson.
Veja bem: ele recebe um e-mail depois de um ano dessa viagem, em outubro de 2009, reportando-se sobre uma viagem de dezembro de 2008. Esse e-mail partiu do serviço de SCDP, que é o Sistema de Controle de Diárias e Passagens.
A data da viagem era 11 de dezembro de 2008. Motivo: deslocar-se para Brasília visando atender convocação da Direx, que é a Direção Executiva da PF.
Tal convocação era para participar de reunião de trabalho naquela diretoria executiva, uma missão policial.
Atente: ele recebe o e-mail alertando sobre o cancelamento da viagem apenas um ano depois. No e-mail está escrito : “ Motivo do cancelamento: foi apenas uma simulação. Atenciosamente, SCDP”.
Fraga relata ao dr. Edson que recebeu com estupor e pasmo esse e-mail. Eis o que escreveu:
“Olá, Dr., Edson. Dê uma olhada no e-mail maluco que acabei de receber, algo do tipo: essa mensagem será desintegrada em cinco segundos. Acho que vou virar queima de arquivo. Abraços, Fraga”.
E o dr. Edson me manda o seguinte e-mail:
“Caro, Romeu. Aqui vai o estranho e-mail recebido pelo Fraga, a respeito da simulação, reunião que havia sido realizada entre ele e o delegado Willian, na série DPF, para tratar do andamento da nossa investigação que ele fez sob o grampo na STF. Perceba que o cancelamento deu-se quase um ano após a realização na diária. Creio que se for procurado nos autos inquéritos policial que foi instaurado para apurar o tal grampo, meu depoimento não será encontrado. Acho interessante verificar. Grande abraço, Edson”.
PRECISAMOS COBRIR OS ENDEREÇOS DOS E-MAILS
Seguem as íntegras:
De: Xerife R
Data: 6 de maio de 2013 10:39:13 BRT
Para: Edson Oliveira <edson.oliveira@xxxx.com.br>
Assunto: Re: ENC: SCDP(8) – Viagem Cancelada
Prezado Edson,
Recebi a mensagem!
Que coisa maluca!!!
Esses caras são mandraques…….
O Fraga falou em um relatório de missão, algo assim, você tem isso??
Abraço,
Romeu

Em 06/05/2013, às 10:22, Edson Oliveira <edson.oliveira@xxxxxx.br> escreveu:
Caro Romeu:
Aqui vai o estranho e mail recebido pelo Fraga a respeito da ” simulação ” da reunião que havia sido realizada entre ele e o Delegado William na Sede do DPF para tratar do andamento de nossa investigação sobre o ” grampo ” no STF. Perceba que o ” cancelamento” deu-se quase um ano após a realização da viagem. Creio que se for procurado nos autos do Inquérito Policial que foi instaurado para apurar o tal ” grampo”, meu depoimento não será encontrado. Interessante verificar…
Grande Abraço,
Edson Oliveira
De: Alexandre José Fraga dos Santos [mailto:alexjfragaxxxxl.com]
Enviada em: quinta-feira, 15 de outubro de 2009 08:08
Para: edson oliveira
Assunto: FW: SCDP(8) – Viagem Cancelada
Olá Dr. Edson,
Dê só uma olhada no e-mail maluco que acabei de receber. Algo tipo “essa mensagem será desintegrada em cinco segundos”.
Acho que vou virar queima de arquivo…
Abs
Fraga
Subject: SCDP(8) – Viagem Cancelada
Date: Wed, 14 Oct 2009 10:36:20 -0300
Prezado(a) ALEXANDRE JOSE FRAGA DOS SANTOS,
Informamos o cancelamento da viagem abaixo,  e, se houver, dos bilhetes emitidos:
Proposto : ALEXANDRE JOSE FRAGA DOS SANTOS
Número PCDP : 026080/08
Data da Viagem: 11/12/2008
Motivo : DESLOCAR-SE PARA BRASÍLIA, VISANDO ATENDER CONVOCAÇÃO DA DIREX/DPF, PARA PARTICIPAR DE REUNIÃO DE TRABALHO NAQUELA DIRETORIA EXECUTIVA. (Missão Policial)
Motivo Cancelamento:  foi apenas uma simulação
Atenciosamente,
SCDP
Sabe o que isso obviamente significa? Um apagamento retroativo e falso da missão que era grampear os ministros do Supremo.
Um e-mail extemporâneo em que a emenda ficou pior que o soneto.
Com a palavra, as autoridades…
Do Yahoo

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