Maduro reclama oito milhões de votos em eleição com 14 mortos


Violência
Maduro reclama oito milhões de votos em eleição com 14 mortos
Jornal Notícias

O Ministério Público venezuelano indicou que pelo menos 10 pessoas morreram na sequência dos protestos, mas a coligação opositora disse serem 14 as vítimas mortais.



O Governo do Peru anunciou ter convidado os ministros de oito países do continente americano para uma reunião, para avaliar a situação na Venezuela, após as eleições de domingo.


Três homens foram mortos no estado de Merida (oeste, um no estado de Lara (norte), um no estado de Zulia (norte) e um dirigente da oposição no estado de Sucre (norte), indicou num novo balanço o Ministério Público venezuelano.


"Os Estados Unidos condenam" esta eleição "que põe em perigo o direito do povo venezuelano à autodeterminação", declarou, em comunicado, Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado.


A convocatória para a eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte foi feita a 1 de maio por Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.
NICOLÁS MADURO VOTOU COM CARTÃO INVÁLIDO
VÍDEO

A oposição venezuelana, que decidiu não participar na eleição, acusa Maduro de querer usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.


O presidente da Venezuela elogiou os venezuelanos pela "lição de coragem" e "maior participação histórica".


"Temos Assembleia Constituinte (...) oito milhões (de votos) em meio de ameaças (...) foi a votação mais grande que teve a revolução bolivariana em 18 anos. 
O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável", declarou Maduro, perante centenas de apoiantes que se concentraram na Praça Bolívar, em Caracas, à espera dos resultados das eleições e comemorar a vitória.

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