“Temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos”




“Temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos”, afirma Skaf


Presidente da Fiesp e do Ciesp defende enxugamento da máquina e redução de gastos

Em entrevista nesta sexta-feira (21 de julho) à Rádio Gaúcha, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que a “sociedade não tem mais tolerância em relação ao aumento de impostos”. O caminho, afirmou, é o governo se adaptar, cortar gastos, procurar eficiência, continuar o combate à corrupção. “Nós temos que ser radicais. Governo nenhum pode aumentar impostos.” Segundo Skaf, há muitas frentes a explorar, como a melhor estruturação do Refis, programa de renegociação de dívidas com a União.

“Tem que acertar as contas reduzindo a máquina pública, o pessoal, cortando despesas, fazendo mais com menos recursos e com mais 
eficiência”, declarou. Skaf destacou que nos cinco primeiros meses deste ano houve aumento do gasto com a folha de pagamento do governo, de 11,8% acima da inflação. “O sacrifício do governo em cortar gastos diversos, contingenciar e cortar investimentos, foi por água abaixo porque houve aumento grande da folha.” E a Previdência provocou um rombo extra de R$ 15 bilhões nesse mesmo período. 


“O atual governo herdou uma bomba estourada”, disse Skaf. “Não é culpa deste governo este estouro de contas que está aí; foi uma irresponsabilidade nos últimos 10 anos, de uma série de atitudes que levaram o Estado a quebrar e ter um furo nas contas. Ele herdou um grande problema.” Skaf lembrou que o governo Temer aprovou reformas importantes, que eram discutidas havia décadas, e há outras reformas na pauta, mas, apesar da crise política, aumento de impostos não é solução. 



Teríamos um outro Brasil hoje, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp, se ao longo das últimas décadas os governos tivessem sido impedidos de aumentar impostos e tivessem buscado a eficiência, a boa gestão e resultados para a sociedade. Foi um erro, disse, aceitar o aumento de impostos. “Sempre se gastou muito e se gastou mal. E se resolveu aumentando impostos.”

Skaf explicou iniciativas tomadas pela Fiesp para protestar contra o aumento de impostos anunciado pelo governo no dia anterior. “Na avenida Paulista temos um Pato [símbolo da luta contra o aumento de impostos], e fizemos um manifesto nos principais jornais do país.” 


O pato de 5 metros é contra o aumento da alíquota de PIS/Cofins anunciado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A campanha “Não vou pagar o pato” teve amplo apoio da população com mais de 1,2 milhão de assinaturas.

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