Teste rápido para detectar HIV será vendido em farmácias no final deste mês




Teste rápido para detectar HIV será vendido em farmácias no final deste mês
Por iG São Paulo | 09/07/2017
Autoteste de HIV passa a ser comercializado em todas as farmácias do País e tem custo médio de R$ 70
Tomaz Silva / Agência Brasil
Autoteste de HIV passa a ser comercializado em todas as farmácias do País e tem custo médio de R$ 70

O produto terá preço médio de R$ 70 e poderá ser comprado sem receita médica nas farmácias de todo o País e resultado sai após 10 minutos; veja

Até o final deste mês de julho o autoteste para detectar o vírus HIV estará disponível para venda em todas as farmácias do País. A primeira região a receber o teste foi o Rio de Janeiro e ele tem custo médio de R$ 70. Sem a necessidade de receita média, o autoteste de HIV mostra resultado em 10 minutos.
Segundo a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, o autoteste de HIV ajudará a aumentar a capacidade de diagnóstico do vírus no País, além de ajudar a atingir a meta estipulada pela Organização das Nações Unidas que é identificar a presença do vírus HIV em 90% das pessoas infectadas até 2020.
"Advogamos tanto com relação ao autoteste porque acreditamos que ele amplia e muito a cobertura diagnóstica. Têm pessoas que não querem ir à unidade de saúde para fazer o teste do HIV", enfatizou Adele. Ela explicou que o resultado positivo neste teste não significa um diagnóstico definitivo.
Para um diagnóstico real da infecção pelo vírus, segundo Adele, é necessário a realização de outros exames e acompanhamento de médicos. "O teste da farmácia não é confirmatório. Com o autoteste positivo, deve-se buscar imediatamente a unidade de saúde para fazer novos testes confirmatórios", explica.
Segundo a diretora representante do Ministério, o produto não será comprado pelo órgão público para ser disponibilizado em unidades de saúde de forma gratuita. A explicação para tal afirmação é devido o alto custo. "Sob o ponto de vista financeiro, ele está muito caro para adotarmos. Hoje, o Ministério da Saúde adquire o teste rápido por R$ 2. Nesse momento, achamos que o mais vantajoso é continuar comprando o teste rápido que já compramos e distribuímos".

Atenção

Segundo Larissa Lima, responsável técnica da farmacêutica que produz os testes, a Orange Life, a precisão do teste é de 99,9%, porém só detecta a presença do HIV após 30 dias da relação sexual que eventualmente resultou no contágio.
Antes dos 30 dias não é possível detectar o vírus já que o organismo não produziu anticorpos, agentes esses que apontam a presença do vírus durante o teste.  
Antes disso, o organismo do indivíduo ainda não produziu anticorpos  – e são eles que apontam a presença do vírus durante o teste. Caso o resultado seja negativo, é recomendável repetir o teste mais vezes, 30 dias depois, 60 dias depois e 90 dias depois, segundo Larissa. Além dos instrumentos para a realização do teste, a embalagem do  teste contém os contatos do Disque Saúde (136) e um número da própria empresa farmacêutica, que também prestará informações ao usuário gratuitamente.

Prevenção

A diretora do Ministério da Saúde , Adele Benzaken, afirmou que são realizadas diversas campanhas de combate a discriminação de pessoas portadoras do vírus. Ela enfatizou ainda que os países que disponibilizaram o autoteste de HIV tiveram resultados positivos. "O autoteste já é uma realidade fora do Brasil há mais de uma década e não temos nenhuma evidência de que isso provoca algum tipo de dano para a pessoa que é autotestada positivo. Ela não difere das outras [que testaram em outros locais]", finalizou ela.

Fonte: Saúde - iG 

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