Bichos e humanos = Apontadores de jogo do bicho agora aceitam apostas de futebol



Bichos e humanos

Apontadores de jogo do bicho agora aceitam apostas de futebol

POR GIAN AMATO / GUSTAVO GOULART
19/08/2017



Apostas também acontecem dentro do Morro Santo Amaro, no Catete. 21/06/2016 - Fabiano Rocha / Agência O Globo

Prática ilegal que chegou ao Rio já acontecia em cidades do Nordeste

RIO - Apontadores do jogo do bicho estão diversificando o tipo de apostas que recebem. Agora, é possível, nas ruas do Rio e também dentro de comunidades como o Parque Arará, em Benfica, e o Morro Santo Amaro, no Catete, em vez de escolher um animal, tentar adivinhar o resultado de jogos de futebol. A prática, que chegou há um mês ao Rio, já é comum em cidades do Nordeste.

Este tipo de atividade ilegal entra na conta das apostas realizadas em sites sem regulamentação nacional e colaboram para o governo federal deixar de arrecadar mais de R$ 30 bilhões em impostos por ano. O total é uma estimativa feita pelo advogado e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Pedro Trengrouse, especialista no assunto.

Ele diz que a falta de regulamentação do jogo no Brasil desencadeia uma leva de sites ilegais e apostas realizadas por apontadores do bicho, deixando um lastro de prejuízo para a União e para os apostadores, que nem sempre têm a garantia que receberão o prêmio.

Na 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, que começou em julho, por exemplo, um site de apostas quebrou. Não teve dinheiro para honrar as apostas, e os prejudicados nem puderam reclamar, porque a atividade é irregular.

Trengrouse explica que o problema poderá se repetir no Rio, e em todo o Brasil.

— O jogo do bicho no Rio descobriu este filão de apostas esportivas há um mês. O mercado irregular on-line aumentou tanto que chegou às ruas —disse Trengrouse, que acha necessária a regulamentação do setor.

Existem dois projetos, um na Câmara, criado pela comissão especial do marco regulatório do jogo no Brasil, e outro no Senado, do senador Ciro Nogueira (PP-PI), para serem votados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já defendeu a liberação dos jogos de azar. O ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), chegou a listar o projeto entre as prioridades da Casa, mas, diante da crise política, a matéria ficou de lado.

Do G1

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.