Enfermeiros não poderão usar redes sociais para oferecer consulta, adverte Cofen



Enfermeiros não poderão usar redes sociais para oferecer consulta, adverte Cofen
Por iG São Paulo * | 01/08/2017

Enfermeiros agora terão código de conduta para serem adotados nas redes sociais
shutterstock/Reprodução
Enfermeiros agora terão código de conduta para serem adotados nas redes sociais

Imagens comparativas de antes e depois e qualquer outro tipo de ação que desencoraje a visita ao médico ou exponha o paciente não deve ser adotada

Com a popularização das redes sociais, muitas áreas do mercado de trabalho se utilizam das ferramentas para divulgar seus trabalhos e aproximar a relação com o público.

No entanto, em algumas profissões, é preciso tomar certos cuidados para que as informações não sejam divulgadas de maneira irresponsável.

Pensando nisso, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) fez uma lista com as condutas esperadas dos profissionais da saúde ao fazerem publicações na internet.

De acordo com a Resolução nº 554, publicada na última segunda-feira (31) no Diário Oficial da União, o dispositivo pretende orientar enfermeiros e outros trabalhadores de áreas correlatas. A ideia não é apenas nortear essa profissão, mas sim ajudar a melhorar a postura dos cerca de 1,9 milhão de funcionários, que incluem auxiliares, técnicos e obstetrizes.

Entre as referências, a resolução ressalta que está vedado ao profissional de enfermagem oferecer consultoria por redes sociais , como substituição da consulta presencial. 

Além disso,  expor imagens comparativas, como “antes e depois” de procedimentos e situações de pacientes também está proibido.

Armadilhas para enganar pacientes sobre resultados e a veiculação de informações que possam causar pânico na sociedade também são salientadas como práticas condenáveis.

“Com esse avanço das redes, é comum a gente ver profissionais da área da saúde fazendo várias postagens, em especial com imagens que expõem a figura do paciente, inclusive em trabalhos científicos”, explica o coordenador da Câmara Técnica de Fiscalização do Cofen, Walkírio Almeida, sobre um dos motivos que levaram a confederação a tomar essa medida.

Código de Ética

De 2007, o Código de Ética da categoria, regularizado pela Resolução nº 311, é ainda bastante vago quanto ao ambiente digital. Nele estão previstas cinco punições, mas elas não citam nominalmente as peculiaridades desse tipo de crime. São elas: advertência verbal, multa, censura, suspensão e cassação do direito de exercer a profissão.

O código será, em breve, reescrito, trazendo alusões às redes sociais. “O código, apesar de não ter punições específicas, já as deixa implícitas. Ele está sendo reformulado, para incluir situações mais atuais. Em agosto, será votado pelo plenário do Cofen e, no início de setembro, já deve ter sido publicado e estar vigorando”, diz.

Uso correto


No entanto, não é preciso que os funcionários da saúde deixem suas contas do Facebook, Instagram ou Twitter. Se bem utilizada, as redes sociais podem espalhar mensagens que demonstram a importância da profissão, e ajudam a disseminar informações sobre prevenção de doenças e necessidade de buscar pela ajuda médica quando há algo de errado.

 Para a estuando mineira de enfermagem Anna Reis, também é possível mostrar o lado mais generoso da profissão. “A enfermagem não é valorizada no ramo de saúde, e, na maioria das vezes, ações nas redes sociais mostram aos pacientes a importância da nossa profissão”, contou ela.

*Com informações da Agência Brasil
Fonte: Saúde - iG 



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