Após novo míssil da Coreia do Norte, Conselho de Segurança exige fim de testes



Após novo míssil da Coreia do Norte, Conselho de Segurança exige fim de testesPor iG São Paulo * | 15/09/2017
Kim Jong-un é o líder norte-coreano; com seus constantes testes, a tensão entre a Coreia do Norte e do Sul tem aumentado
Wikimedia Commons
Kim Jong-un é o líder norte-coreano; com seus constantes testes, a tensão entre a Coreia do Norte e do Sul tem aumentado

Ultimato ao regime Kim Jong-un foi enviado em reunião solicitada pelos EUA e pelo Japão; conselho já havia aplicado sanções ao país antes do último teste

O Conselho de Segurança das Nações Unidas "condenou fortemente" o novo lançamento de um míssil pela Coreia do Norte. Em reunião emergencial realizada nesta sexta-feira (15), o grupo criticou o que chamou de "ações ultrajantes" de Pyongyang e enviou um ultimato exigindo que elas sejam "encerradas imediatamente".

Esta já é a quarta reunião do conselho em caráter de emergência em menos de 20 dias. O encontro dos 15 países-membros foi convocado pelos Estados Unidos e Japão, após o novo lançamento de um míssil feito pela Coreia do Norte . Na quinta-feira (14) – sexta-feira (15) no Japão –, o  míssil norte coreano passou pelo território japonês e caiu no Pacífico.

O regime também acusou a organização de ter se tornado "uma ferramenta do mal" que serve aos EUA, e que ao invés de garantir a paz e a segurança, "destrói sem piedade". "O
 Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, em consequência, uma ferramenta tão inútil deve ser dissolvida imediatamente", diz o comunicado da agência KCNA.Na quarta-feira (13), o governo norte coreano fez fortes ameaças, em reação a sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança  na última segunda-feira (11), e prometeu atacar o Japão e a Coreia do Sul, ambos aliados dos Estados Unidos.

Provocações x sanções


Segundo a secretaria do conselho da ONU , a reunião, a portas fechadas, ocorre também no contexto da Assembleia Geral das Nações Unidas, que na próxima terça-feira (19) reúne líderes dos países membros para o tradicional debate geral.

O presidente Donald Trump ainda não se pronunciou sobre o último lançamento de míssil, mas o país tem defendido sanções cada vez mais severas e confronto militar caso o governo de Kim Jong-un ataque territórios norte-americanos ou de países aliados.

Em resposta ao lançamento do míssil, a vizinha e inimiga Coreia do Sul repetiu testes com mísseis no mar. Sanções severas vem sendo defendidas pelos três países, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. A Alemanha manifestou que a resposta deve ser dura, para que o país norte-coreano desista de seu programa de armamento nuclear.

A Rússia afirmou que as provocações da Coreia do Norte devem ser levadas a sério, mas, em alguns momentos, têm adotado tom mais duro e alinhado ao dos Estados Unidos . 

Outros países têm defendido a saída diplomática e negociada, que é a posição da China desde o início da escalada de tensões.

* Com informações da Agência Brasil
Fonte: Último Segundo - iG 

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