Crescimento da cidade e rede de distribuição antiga provoca escassez de água



Crescimento da cidade e rede de distribuição antiga provoca escassez de água


Tem sido assim há anos, com a chegada do período de clima mais quente o problema sazonal da insuficiência de água em alguns pontos do município preocupa a atual administração da Superintendência de Água e Esgoto. Mas não só as condições climáticas com temperaturas mais altas do que o comum desencadeia essa situação, são vários os fatores que contribuem para que parte da população sofra com pouca água nas torneiras. Com o calor é natural que o consumo aumente, elevando demanda nesse período em torno de 40% a 50%, provocando escassez em determinadas regiões.
A cidade cresceu, a rede e o sistema de distribuição de água não acompanharam esse crescimento nos últimos 12 anos. Aliado a essas condições, outros fatores acidentais como rompimento de tubulações e avarias em equipamentos, agravam o problema que não está relacionado com a capacidade d produção de água tratada. 
A maior prioridade hoje em relação à água na SAE é a ampliação e modernização da rede de distribuição de água, pois por ser antiga acaba sendo a responsável pelo não atendimento da totalidade das necessidades do município.
Recentemente a queima da bomba de sucção do poço profundo localizado na sede da autarquia, quedas e falta de energia elétrica na ETA-Estação de Tratamento de Água, afetou o sistema com a diminuição da pressão na rede em algumas localidades. Na última semana a falta de energia elétrica na ETA, foi suficiente para provocar a queda do sistema de distribuição afetando partes mais altas da cidade.
A atual administração da Superintendência vem desde meados de agosto mapeando os locais de escassez e estuda maneiras de se equacionar o problema junto a equipe técnica. Já se sabe que não há solução imediata para essa questão, que inevitavelmente passa pela necessidade de altos investimentos na ampliação da rede pública de água e nas necessidades relacionadas a manutenção da rede existente.

A perfuração de novos poços é avaliada como medida inócua e não reflete a melhor opção técnica, haja vista que os recursos utilizados para tal obra poderiam e devem ser empregados para ampliação da malha de distribuição, o que, ainda que importe em maior tempo para sua execução, materializa-se como solução para que a água chegue em abundância nas regiões afetadas pelo problema.

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