Em Porto Alegre, Doria critica 'extremismo' e defende política econômica de Temer


Em Porto Alegre, Doria critica 'extremismo' e defende política econômica de Temer 
Jornal do Comércio
Prefeito de São Paulo corroborou reformas almejadas pelo Palácio do Planalto

Marcus Menegheti A exemplo dos pré-candidatos à presidência da República que já passaram por Porto Alegre neste ano, como Jair Bolsonaro (PSC) e Ciro Gomes (PDT), o prefeito de São Paulo João Doria também fez uma ressalva em sua palestra no Fórum de Gestão Pública, no clube Leopoldina Juvenil: "Não estou aqui como pré-candidato à presidência da República, mas como o prefeito da cidade de São Paulo, que quer contribuir com a gestão pública". 

Apesar disso, ao longo da sua explanação, Doria buscou se posicionar à margem da polarização política que se instalou no Brasil e que deve ter reflexos no cenário eleitoral de 2018.  "Queremos entrar em 2018 com os extremismos de esquerda e direita? Não! Não queremos mais intolerância. Queremos um debate democrático sem mentiras. Queremos lutar pelo Brasil. Podem contar comigo. E, para isso, não preciso me candidatar a nada", disse Doria - sendo imediatamente ovacionado. Ele também criticou o partido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

"Muita gente diz que tenho fixação pelo PT, o que não é verdade. Apenas vejo a realidade e o mal que esse partido fez ao País. E temos que estar atentos porque a volta desse partido não é uma coisa distante", disparou.  Ele também elogiou a política econômica do governo do presidente Michel Temer (PMDB). "Este governo está fazendo uma boa política econômica, sob a coordenação do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. Estão corrigindo o mal feito por uma política irresponsável e até criminosa", declarou - fazendo menção mais uma vez às gestões petistas. 

Apesar das denúncias de corrupção contra Temer, o prefeito de São Paulo defendeu que o peemedebista tem legitimidade para realizar as reformas tributária, trabalhista (Já aprovada) e previdenciária - com as quais concorda. "Temer tem legitimidade para exercer o poder, porque está exercendo democraticamente. Após o impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), foi legítimo e constitucional. Então, enquanto ele estiver governando tem legitimidade. Mas claro que todas as denúncias têm ser investigadas", defendeu. 

Doria deve disputar as prévias tucanas com o outro pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o próprio prefeito de São Paulo, o partido deve decidir quem será o candidato até março de 2018. Na avaliação do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), "ainda é muito cedo para definir o candidato, porque muita coisa pode acontecer no cenário nacional e mudar a perspectiva eleitoral". "Mas é óbvio que são dois grandes nomes para concorrer", opinou Marchezan. A prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas (PSDB), comparou os Doria e Alckmin: "O primeiro está fazendo uma gestão inovadora na prefeitura de São Paulo, é um novo nome na política. 

Mas Alckmin tem uma trajetória mais longa, já foi prefeito, governador. enfim, é mais experiente". O prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB) disse que apoiaria qualquer um dos dois. "Só não apoiaria o candidato que se negasse a colocar no programa de governo a causa municipalista. Mas, como os dois foram prefeitos, acredito que vão apoiar as demandas dos municípios", ponderou Pozzobom.  

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