HOMEM COGITA CÂNCER, MAS TINHA PEÇA DE BRINQUEDO NO PULMÃO HÁ 40 ANOS...



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

HOMEM COGITA CÂNCER, MAS TINHA PEÇA DE BRINQUEDO NO PULMÃO HÁ 40 ANOS...

FONTE: Colaboração para o UOL (http://noticias.uol.com.br).

Innaldo Sardinha

Médicos ingleses retiraram do pulmão de um homem uma peça do brinquedo Playmobil que havia sido acidentalmente inalada há pelo menos 40 anos. O caso foi publicado por quatro especialistas em artigo no "British Medical Journal" na última quinta-feira (21).

Segundo relatam os médicos, um carteiro de 47 anos da cidade de Preston procurou ajuda em uma clínica de doenças respiratórias incomodado com uma insistente tosse que o acompanhava há pelo menos um ano.

A equipe suspeitava de que ele tivesse um tumor - de acordo com o jornal britânico The Guardian, o paciente era fumante e havia tido uma pneumonia recentemente. Mas os exames mostraram que havia algo preso em seu pulmão.

Os médicos suspeitavam que se tratava de um câncer – já que o carteiro é fumante há muitos anos.

Playmobil.


O homem então passou por uma broncoscopia, que trouxe o resultado inesperado: o tumor na verdade era um cone de trânsito de Playmobil "perdido há muito tempo", já que o paciente contou que ganhou este brinquedo de presente no seu aniversário de sete anos.

O homem relatou aos especialistas que brincava regularmente de Playmobil na infância e que se lembra de ter engolido algumas peças, mas que não se recorda de ter inalado o cone de trânsito.

Os próprios médicos escrevem no artigo que é comum crianças levarem os objetos à boca ou ao nariz, mas o que torna o caso do carteiro totalmente incomum é o fato de sintomas só terem se manifestado depois de quase 40 anos.

No artigo, eles levantam a tese de que o homem era tão jovem quando inalou o brinquedo que sua via aérea pode ter sido capaz de se remodelar e se adaptar à presença de um corpo estranho.

E o caso inusitado ainda teve um final feliz: quatro meses após a remoção do pequeno cone de trânsito, a tosse do paciente quase desapareceu e seus sintomas melhoraram acentuadamente, conclui o estudo.

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