Liberdade aos brasileiros escravizados pode ser fato em 2018



Liberdade aos brasileiros escravizados pode ser fato em 2018

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Embora concorde em grande parte com o discurso do General Paulo Chagas, não há como aceitar no Brasil um regime totalitário ou uma ditadura, tal qual aconteceu no passado e dentro da atual "pseudo democracia" aconteça hoje de forma cínica.

A liberdade de toda população é incondicional, seja pobre ou rico, negro, amarelo ou branco, gênero, religião, não importa a situação, não se abre mão da liberdade para todos que, no entanto, nosso atual regime político possibilita, de forma cínica e descarada, a diferenciação criminosa, em especial para integrantes dos três poderes, Legislativo, Executivo e Judiciário e o restante da população, esta considerada aqui escravas do regime eleito ou contratados por elas mesmas, infelizmente, como perfeitos ignorantes diante das urnas, mas que também submetidos forçosamente pelo mesmo regime político frente a avalanche de corrupção, em todos os sentidos, para se assegurarem da continuidade do esquema criminoso instalado.

Com toda certeza não se nega a situação catastrófica com que o poder dominador deixou o "nosso" Brasil, roubando a nação e toda população brasileira, dilapidando o patrimônio público que hoje querem, além de ficar com a pilhagem, ainda que o povo recomponha a situação financeira e patrimonial do próprio bolso, ou seja, do seu próprio suor e sangue já escoado, mas ainda assim imposto um novo sangramento em todos os sentidos, tanto no previdenciário, constantemente o mais atingido, como também no trabalho, na saúde, na educação e outros onde a sociedade espera uma contrapartida digna, moral e legal, mas que com as mãos atadas diante do poder autoritário imposto pelo Legislativo, Judiciário e Executivo em linha reta, mancomunados em desfavor especial aos menos favorecidos, apontando a miséria a um povo que tudo tem de rico e bom dentro do território nacional, infelizmente em mãos de poucos famigerados controladores, eleitos ou não, que tristemente vemos aparecer diariamente na mídia.

Primeiro, se hoje já não existe uma democracia plena enquanto o poder nas mãos de civis, muito menos haveria se novamente militares tomassem conta do país, o totalitarismo invadiria nossas casas e a liberdade, já escassa, seria mínima, sem o direito inclusive de se manifestar livremente contra a situação. A Constituição já desrespeitada seria o caos, rasgada enquanto os direitos humanos indiferente e a sociedade trilhando como "bois" ao matadouro, incapazes de levantarem a voz perdida, defender seus direitos dignamente e abastecer suas panelas com o necessário.

Não há falar naquilo que já foi testado e desaprovado, tanto no regime militar como no civil, que no pretérito só fez detonar drasticamente a nação brasileira, mas sim em passar por cima uma borracha, apagando tudo que não presta, inclusive todos os humanos que no poder foram omissos, autores, participantes, parentes ou que tiveram qualquer ligação com o poder até então, corruptos e corruptores, além de seus seguidores, tanto do Judiciário como no Legislativo e Executivo, sem qualquer perdão, sem aposentadoria compulsória, presos e condenados à devolverem, de uma forma ou de outra, todos os bens, benefícios, altos salários e demais fortunas oriundas da corrupção, fazendo Justiça a nação brasileira.

Se estamos nessa catástrofe atual, a culpa não é somente do civil, dos juízes, promotores, desembargadores, ministros, deputados e senadores ladrões que permitiram que tudo isso acontecesse e aumentasse como uma bola de neve, mas também dos militares que poderiam ter feito sua parte independente do mundo político, pois possuem, além de tudo, salários para fazerem os serviços que diante da omissão foram perdendo terreno para a bandidagem das ruas sem poderem atuar contra os grandes "bandidões" de colarinho branco para não perderem suas posições, ou seja, também se locupletando da organização criminosa instalada inclusive com vários representantes no Legislativo, tanto estadual como federal. Não excluindo o fato de haverem bandidos também militares, evidentemente, inclusive no Legislativo, que se não oferecem uma contrapartida digna aos cofres públicos, não há porque serem eleitos ou reeleitos.

Ano que vem temos eleições para deputados, senadores, governadores e presidente, enquanto cada qual no poder procura dilapidar mais e rapidamente o que resta do espólio público, quando o povo brasileiro, no mínimo os 100% de escravizados, poderá acordar, bater no peito e, primeiro não votar em quem lá está no poder de alguma forma e depois procurar pelos "menos piores", que não têm nada a ver com a atual administração e legislativo nacional e estadual, seja de que partido for, podendo até mesmo ser um militar, mas que não traga no bojo o interesse militar no poder, seja simplesmente um cidadão honesto.

É certo que será difícil um denominador comum para as eleições, mas acreditamos que todo cidadão deva observar o hoje e o ontem para, na pior das hipóteses, não sejam os mesmos políticos de hoje reeleitos, pensando no Brasil como brasileiros que somos, expurgando das urnas os maus brasileiros hoje situados em quaisquer dos poderes.
 

DISCURSO DO GENERAL PAULO CHAGAS
Liberdade para quê? Liberdade para quem?

Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar, traficar e viciar?

Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores, para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas?

Falam de uma “noite” que durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando que, à luz do dia, já dura 26!

Fala-se muito em liberdade!

Liberdade que se vê de dentro de casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos vidros fumê!

Mas, afinal, o que se vê?

Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.

Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros, pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”, conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.

Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas, policiais bandidos e assaltos a mão armada.

Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres, chacinas e seqüestros. Uma terra em que a família não é valor, onde menores são explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.

Mas, afinal, onde é que nós vivemos?

Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em herói! Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si, organizam “mensalões” e vendem sentenças!

Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas explodidos. É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a “cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!

Vivemos no país da censura velada, do “microndas”, dos toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do contraventor com o homem da lei. País onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado, sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!

Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?

Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?

Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de paz?

E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação do crime, do desmando e da desordem?

Quanta falsidade, quanta mentira, quanta canalhice ainda teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta a vergonha, a autoestima e a própria dignidade?

Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de volta a nossa liberdade?



Paulo Chagas é General da Reserva do Exército do Brasil.





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