Tribo desenterra, arruma e presenteia os mortos em festival tradicional; veja



Tribo desenterra, arruma e presenteia os mortos em festival tradicional; veja
Por iG São Paulo | 11/09/2017
Para atrair uma boa colheita, a tribo organiza um desfile com corpos exumados (Foto meramente ilustrativa)
Creative Commons/Max Pixels
Para atrair uma boa colheita, a tribo organiza um desfile com corpos exumados (Foto meramente ilustrativa)

Preservados no formol, os corpos são exumados, têm suas roupas trocadas, cabelos penteados e recebem cigarros e outros presentes de seus parentes

A população de um vilarejo nas montanhas de South Sulawesi, província da Indonésia, mantém um relacionamento diferente com os mortos. Sob a ótica da cultura ocidental, a tradição se destaca pela singularidade, já que, uma vez por ano, durante um tradicional festival, as pessoas desenterram seus entes queridos e cuidam de seus corpos.

Além de lidarem com a morte de forma muito próxima – afinal, muitas vezes, os corpos mumificados de seus parentes passam anos em casa, antes de serem enterrados –, as pessoas da tribo Torajan, na Indonésia , também dedicam um dia do ano para exumar e cuidar dos corpos: colocando roupas novas, penteando seus cabelos, dando presentes e fazendo homenagens em um desfile.

“Esta é a nossa forma de homenagear os mortos. É um momento de alegria para todos porque nos reunimos com nossa família que já faleceu”, explicou um dos moradores do vilarejo, de acordo com informações do portal britânico Daily Mail . Além disso, honrar estas pessoas é uma forma de conseguir “bênçãos para uma boa colheita”, complementou.

A tribo Torajan 

De acordo com a National Geographic , a história da tribo Torajan ainda mantém muitos detalhes escondidos, já que eles só desenvolveram linguagem escrita no começo do século 20. Assim, para descobrir a origem desta tradição, especialistas usaram fragmentos de caixões de madeira para buscar tais informações – e por meio de datação de carbono, descobriram que a prática pode existir desde 800 d.C .



Os falecidos da tribo só podem ser considerados mortos depois de seu funeral, que são grandiosas celebrações e podem durar muitos dias. Até este momento, os corpos são colocados em uma solução de formol e mantidos em um cômodo de suas casas, tratados como se a pessoa ainda estivesse viva.

Hoje, as práticas tribais são misturadas com alguns rituais cristãos. Levados à Indonésia por exploradores holandeses, em meados de 1500, tais práticas criaram um enclave no país, que concentra a maior população islâmica do mundo.
Fonte: Último Segundo - iG 

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.