Doria dá cargo para filha de vereadora às vésperas de votação sobre concessões

Doria dá cargo para filha de vereadora às vésperas de votação sobre concessões
Por G1 SP


Filha de Noemi Nonato (PR) assumiu cargo na Secretaria de Governo.


A filha da vereadora Noemi Nonato (PR) foi nomeada para um cargo na Prefeitura de São Paulo às vésperas de a Câmara de Vereadores votar um projeto de lei que passa para a iniciativa privada a gestão de vários serviços públicos, como parques e mercados. A votação foi em 22 de setembro e a gestão de João Doria, que capitaneou o projeto de lei, contou com 38 votos a favor da concessão e 13 contra. Eram necessários 28 para a aprovação.

O projeto de concessão de serviços públicos à iniciativa privada, entre eles parques, como o Ibirapuera, praças, planetários, o Mercado Municipal e o sistema de bilhetagem do Transporte Público (Bilhete Único), é um dos pilares de governo da gestão de Doria, que pretende reduzir custos com a desestatização destes serviços.

Como revelou o jornal "Folha de S.Paulo", dois dias antes da votação, em 20 setembro, o Diário Oficial do município trouxe a publicação da nomeação da filha da vereadora Noemi Nonato para um cargo na secretaria de Governo. O ato, assinado pelo titular da pasta, Julio Semeghini, designou a filha de Noemi, Rizia Nonato Cavalcante, para o cargo de assessor técnico 1, na Coordenadoria de Saúde e Proteção ao Animal Doméstico do gabinete do secretário.

Questionada pelo G1 sobre a nomeação, a assessoria de imprensa da prefeitura informou que "a servidora Rizia Nonato Cavalcante possui capacitação técnica para o cargo ao qual foi nomeada.". O G1 questionou a vereadora Noemi Nonato sobre a designação e, até a publicação desta reportagem, não recebeu retorno.


Câmara de São Paulo aprova pacote de concessões de João Doria


Pacote de privatizações

O pacote de privatizações, chamado de Plano Municipal de Desestatização (PMD), procedente do Executivo e previsto no Projeto de Lei 367/2017, que prevê a gestão particular de mercadões, praças, parques, sacolões, o sistema de bilhete eletrônico, cemitérios, entre outros, foi aprovado em primeira votação em 3 de julho pela Câmara. Foram 36 votos favoráveis, 12 contrários, uma abstenção.

Vereadoras de partidos opostos, Patrícia Bezerra (PSDB) e Sâmia Bonfim (PSOL) querem que a Câmara aprove plebiscitos para que a população decida o que a Prefeitura de São Paulo pode privatizar. As duas questionavam o Plano Municipal de Desestatização.

O pacote inclui ainda o Anhembi, cuja primeira votação para concessão foi aprovada em 27 de setembro.


TCM suspende concessão de cemitérios em São Paulo
Cemitérios
Em 28 de setembro, porém, o Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo suspendeu o chamamento público aberto pela gestão Doria para receber estudos para a concessão dos 22 cemitérios públicos da cidade e o crematório da Vila Alpina para a iniciativa privada. Os estudos serão usados para determinar as regras da concessão, que estarão na licitação para a contratação das empresas que assumirão o serviço.

Com a decisão do TCM, o recebimento dos estudos pela prefeitura, previsto para 3 de outubro, fica suspenso. Nove grupos empresariais já haviam sido habilitados para apresentar projetos à administração municipal.

Do G1

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