Macacos atuam como sentinelas da febre amarela para os humanos



Macacos atuam como sentinelas da febre amarela para os humanos

Por band.com.br
 
Ao menos um bugio foi vítima de febre amarela em SP (Foto: Peter Schoen/Wikimedia Commons
Macacos atuam como sentinelas da febre amarela para os humanos

Em vez de serem temidos como fonte de transmissão da febre amarela, na verdade os macacos deveriam ser celebrados: eles atuam como verdadeiros guardiões contra a doença, já que sua morte alerta os seres humanos da presença do vírus em determinada região.
Macacos são muito sensíveis à doença, mas não a transmitem: os responsáveis por disseminá-la, na sua forma silvestre, são os mosquitos Haemagogus e Sabethes.
“Quando o primata fica doente, pega a doença por picada de insetos. Ao contrair a doença, mostra para nós que os pernilongos estão com vírus, que está circulando naquele ambiente”, explica a especialista em patologia veterinária Karin Werther, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
“Então o papel do primata, para nós, é um sinal. Ele atua como sentinela. Esse sinal é importante para que nós possamos, seres humanos, possamos tomar uma providência no sentido de nos proteger, por meio de vacinas”, acrescenta.
O Horto foi fechado, assim como o Parque Estadual da Cantareira e o Parque Anhanguera, onde um sagui foi achado morto.
Os mosquitos Haemagogus e Sabethes não têm muita autonomia de voo, por isso a vacinação será concentrada, por ora, em bairros da zona norte da cidade que ficam próximos ao Horto, como Cachoeirinha e Tremembé.
A previsão da administração municipal é que até 2,5 milhões de doses devam ser aplicadas em fases posteriores da campanha de imunização na capital paulista.
É importante conter a doença rapidamente porque também há a forma urbana da enfermidade, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo inseto da dengue e da febre chikungunya.
METRO

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