Trump revela que estuda aprisionar terrorista de Manhattan em Guantánamo



Trump revela que estuda aprisionar terrorista de Manhattan em Guantánamo
Por iG São Paulo * | 01/11/2017
Na gestão de Barack Obama, antecessor de Trump, houve uma tentativa frustrada de fechar as portas de Guantánamo
Twitter/Reprodução
Na gestão de Barack Obama, antecessor de Trump, houve uma tentativa frustrada de fechar as portas de Guantánamo

Prisão em Cuba já foi alvo de denúncias de violações dos direitos humanos; 'não há direitos para quem mata americanos', afirmou senador republicano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira (1º) que está considerando a possibilidade de enviar o terrorista responsável pelo atentado desta terça-feira (31) em Manhattan para a prisão de Guantánamo, em Cuba.

O lugar já foi alvo de denúncias de violações de direitos humanos e, na gestão de Barack Obama, antecessor de Trump, houve uma tentativa frustrada de fechar as portas de Guantánamo .

De acordo com a emissora CBS , em seu gabinete, Trump foi indagado pelo jornalista Major Garrett se ele mandaria o terrorista para a detenção militar. "Eu certamente consideraria isso, sim", teria respondido o magnata. "Envie-o para Gitmo", falou o republicano.

As investigações da polícia norte-americana confirmaram que o terrorista responsável pelo ataque era do Uzbequistão. Ele foi identificado como Sayfullo Saipov, um uzbeque de 29 anos, que vivia nos Estados Unidos desde 2010. Baleado na barriga, ele foi internado.

Na entrevista, Trump também pediu por uma "justiça rápida" e uma "justiça forte" para o terrorista, chamando-o de "animal". Saipov trabalhava como Uber em Nova York e, segundo o governo do estado, parece ter se radicalizado ao Estado Islâmico quando já estava nos Estados Unidos . 

O presidente não foi o único a defender a ideia da detenção dura. Ainda segundo a emissora, o senador John McCain, também perguntado pelo jornalista da CBS, afirmou que Saipov era um "combatente inimigo" e que, por isso, deveria sim ser enviado à prisão em Cuba .

"Ele é um terrorista, ele deve ser mantido lá. Não há direitos para alguém que mata americanos", disse McCain.

O atentado


Por volta das 15h (no horário local) desta terça-feira (31), um caminhão branco – que havia sido alugado e que tinha um adesivo de uma empresa local – invadiu a ciclovia que fica na West Street, em Manhattan, e atropelou uma série de pessoas.

Pelo menos oito pessoas foram mortas e outras onze ficaram feridas. Dos mortos, cinco eram argentinos e uma belga. Não se sabe sobre a identidade das demais vítimas.

O veículo de Saipov só parou quando colidiu com um ônibus escolar, ferindo duas crianças e dois adultos. Ao sair do carro, o homem portava duas armas falsas – sendo uma delas de paintball – e, segundo informações preliminares, gritou em árabe "Alá é Grande". Baleado pela polícia, ele foi detido. 

Através do Twitter, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o ataque foi feito por uma “pessoa doente e muita perturbada” e disse que o Estado Islâmico “não pode voltar, ou entrar [aos Estados Unidos]”, fazendo referência ao grupo terrorista.

Trump não chegou a confirmar se enviará ou não o terrorista para Guantánamo, mas, apenas por ter estudado a possibilidade, o presidente já está sendo alvo de críticas e de elogios nas redes sociais, inclusive no Twitter. 

* Com informações da Agência Ansa.
Fonte: Último Segundo- iG 

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