Deputados argentinos tentam aprovar reforma da previdência em meio a novos protestos

Aos gritos de: Aqui não é Brasil! 
Deputados argentinos tentam aprovar reforma da previdência em meio a novos protestos




Na última quinta, sessão foi suspensa após manifestações se transformarem em confrontos violentos. Após novos protestos, mais de 100 pessoas ficaram feridas e 60 foram detidas.

Os partidos aliados do governo anunciaram que há quórum suficiente e que a votação deve ocorrer, apesar de manifestantes continuarem nas ruas de Buenos Aires, e de uma greve convocada em forma de protesto contra as reformas atingir diversos setores do país.


Enquanto os deputados já estavam dentro do plenário e a sessão tinha sido iniciada, havia conflito entre manifestantes e policiais na porta do Congresso Nacional. Deputados de oposição pediram uma pausa no debate por causa dos distúrbios e a mesa concordou, mas os trabalhos já foram retomados. Eles também voltaram a pedir a suspensão da sessão, mas em uma votação foram derrotados por 128 a 114 (e uma abstenção).


A sessão, que teve início por volta das 14 horas, foi prolongada porque 44 deputados pediram para fazer uso da palavra antes que fosse iniciado o debate sobre a reforma, o que aconteceu apenas pouco depois das 20 horas. A grande maioria usou seu tempo para criticar a proposta e a decisão de prosseguir com a votação apesar dos protestos e do que chamaram de uma clara mensagem da população de descontentamento com a reforma.


Greve

"Respeitamos o eleitorado que lhes elegeu (nas eleições de meio de mandato em outubro), mas não para que tomem medidas que prejudicam grande parte da sociedade. Vamos protestar com uma paralisação", disse Carlos Acuña, um dos líderes da principal central sindical CGT (peronista).


Segundo a France Presse, a CGT iniciou, ao meio-dia, uma greve geral de 24 horas sem marchar para o Congresso, mas o transporte urbano só iria parar a partir de meia-noite para não atrapalhar a manifestação, anunciou a direção sindical.


Os órgãos de direitos humanos aderiram à mobilização "contra a repressão e a desapropriação", segundo um comunicado.

Mas, uma vez que o trabalhador complete 70 anos e atenda aos requisitos necessários para acessar o Benefício Único Universal (PBU), o empregador pode intimá-lo a iniciar os procedimentos relevantes. A partir desse momento, o empregador deve manter a relação de trabalho até que o trabalhador obtenha o benefício e por um período máximo de um ano.


De acordo com a AFP, a reforma impacta a receita de cerca de 17 milhões de aposentados, pobres e deficientes, entre outros, em uma população de 42 milhões.

Quase 50% dos aposentados na Argentina recebem o benefício mínimo, cerca de 400 dólares ao mês. Os demais recebem entre 50% e 60% do que ganhavam quando eram ativos.

Do G1

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