Ex-governador do AM José Melo e ex-secretários são indiciados por corrupção, diz PF



VERBA DA SAÚDE
Ex-governador do AM José Melo e ex-secretários são indiciados por corrupção, diz PF
Por Camila Henriques, G1 AM

José Melo no dia de sua prisão, em 4 de janeiro (Foto: Ariane Alcântara/G1 AM)
José Melo no dia de sua prisão, em 4 de janeiro (Foto: Ariane Alcântara/G1 AM)

Ex-primeira dama Edilene Oliveira é citada por obstrução de investigação e participação em organização criminosa.

O ex-governador José Melo, a ex-primeira dama Edilene Oliveira e quatro ex-secretários foram indiciados pela Polícia Federal pelos crimes investigados na operação "Custo Político". O grupo é suspeito de participar de um esquema de desvio de verbas da saúde.

No documento, a Polícia Federal cita José Melo, Wilson Alecrim, Pedro Elias, Afonso Lobo e Evandro Melo por corrupção passiva, ocultação de bens e associação criminosa. Já Edilene Oliveira está indiciada por obstrução de investigação e participação em organização criminosa.

Wilson Alecrim e Afonso Lobo estão em prisão domiciliar. José Melo, Pedro Elias e Evandro Melo seguem presos no Centro de Detenção Provisória Masculino 2, na BR-174. Edilene está no CDP Feminino, também na rodovia que liga Manaus a Boa Vista (RR).

A Rede Amazônica entrou em contato com os advogados dos indiciados. À reportagem, as defesas de José Melo, Edilene Oliveira, Wilson Alecrim e Pedro Elias disseram que não irão se pronunciar.

Os advogados de Evandro Melo e Afonso Lobo afirmaram que irão provar a inocência dos ex-secretários no decorrer do processo.


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Entenda

A investigação apontou que a movimentação financeira do ex-governador do Amazonas é considerada incompatível com sua renda. Ele teria recebido dinheiro em espécie do médico Mouhamad Moustafa, apontado como o chefe do esquema que desviou recursos destinados à saúde pública.


Em 2016, a Operação Maus Caminhos desarticulou um grupo que possuía contratos firmados com o governo do estado para a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus; da Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga; e do Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ) do Estado do Amazonas, em Rio Preto da Eva.


A gestão dessas unidades de saúde era feita pelo Instituto Novos Caminhos (INC), instituição qualificada como organização social.


A participação de Melo no esquema foi identificada por meio de conversas telefônicas interceptadas entre o irmão do ex-governador e Mouhamad Moustafa.


(*colaboraram Paulo Moura, César Nunes e Fernando Henrique, da Rede Amazônica)
Do G1

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