Forças armadas montam operação para impedir a saída de armas do estado do Rio



Forças armadas montam operação para impedir a saída de armas do estado do Rio

Rádio TUPI

Senado ainda irá votar o decreto que aprova a intervenção


Enquanto o decreto de intervenção militar segue para votação no Senado (já aprovado), as forças de segurança federais realizam bloqueios em rodovias de acesso ao Rio de Janeiro. O objetivo principal é evitar que carregamentos com armas ilegais e foragidos da justiça deixem o Estado.
As obstruções ocorrem em três pontos: rodovias de acesso ao Estado, na periferia da capital (Arco Metropolitano) e áreas próximas à favelas onde há forte presença do crime organizado. A favela Kelsons, na Penha, Zona Norte, já tem tropas posicionadas. Dados da inteligência auxiliaram na escolha dos locais.
Nas operações, policiais militares, civis e rodoviários, com o apoio das Forças Armadas, realizam abordagens e inspecionam veículos que saem da capital. Os agentes tentam localizar armas, drogas e munições, além de identificar suspeitos que tentam deixar o estado.
Esta ação ocorre mesmo sem o aval do Congresso Nacional. Após ter sido aprovado na madrugada desta terça-feira, o texto segue deve ser votado ainda hoje no Senado.
Segundo militares, a sensação de que a intervenção não está valendo, por não ainda ter sido aprovada, pode fazer com que criminosos tentem fugir do Rio ou mover armamentos.
Forças de Segurança investigam a hipótese de que facções como o Comando Vermelho arrisquem aumentar o efetivo na Região dos Lagos do Rio e em outros estados para compensar perdas que pode sofrer na capital.
Secretários de Segurança de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo pediram uma reunião com o Ministro da Justiça Torquato Jardim, afim de esclarecer os impactos da intervenção no Rio em outros estados. Segundo eles, pode ocorrer uma migração de criminosos para estas regiões. O encontro deve acontecer ainda esta semana.
O coronel do Exército Roberto Itamar, porta-voz do Comando Militar do Leste, informou que as ações nas rodovias devem ser temporárias e devem ocorrer em outras datas e locais, como operações surpresa.
A estratégia iniciada nesta segunda-feira (19) é fruto da Operação de Garantia da Lei e da Ordem, medida que permite atuação de militares no Rio. A determinação está em vigor desde julho do ano passado.
Rádio TUPI

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