Presidente da Caixa é chamado ao Planalto um dia após depor à PF no inquérito sobre portos



Presidente da Caixa é chamado ao Planalto um dia após depor à PF no inquérito sobre portos

Por Andréia Sadi
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O presidente Michel Temer mandou chamar na noite desta quarta-feira (7) ao Palácio do Planalto o presidente da Caixa, Gilberto Occhi.

O encontro de Temer e Occhi aconteceu um dia após Occhi depor à Polícia Federal no inquérito que apura suposto favorecimento a empresas do setor de portos num decreto assinado pelo presidente.

Questionado pelo blog se tratou do depoimento à PF com Temer, Occhi respondeu:

"Nada disso. Tratamos de duas demandas dos estados de Santa Catarina e Acre. A imaginação é fértil. Até porque o presidente nunca me pediu nada sobre o tema e nada ilegal ou imoral".

Occhi disse que não poderia dar detalhes do depoimento por ser sigiloso.

A Secretaria de Comunicação da Presidência disse ao blog que Temer se reuniu com Occhi para discutir empréstimos da Caixa para Santa Catarina e Acre.

Uma investigação interna da Caixa Econômica afirma que Occhi teria sido procurado por Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial de Temer, para atender a uma demanda da Rodrimar (empresa que atua no setor de portos).

A declaração foi dada por Antonio Carlos Ferreira, que deixou a vice-presidência da Caixa há duas semanas por recomendação do Banco Central e do Ministério Público. Outros dois vice-presidentes foram afastados pelo mesmo motivo, suspeitos de irregularidades no banco.

O blog procurou Ferreira, que nega ter cometido irregularidades durante sua gestão na vice-presidência corporativa.

A respeito do caso Rodrimar, ele diz que, em 2017, recebeu uma ligação de Occhi com um pedido de Rocha Loures para que verificasse o andamento de uma operação de crédito da Rodrimar junto à Caixa. Ferreira conta ter procurado a superintendência do banco na baixada santista para obter informações.

Depois, ele diz ter recebido uma ligação de Rocha Loures com um pedido para que recebesse Ricardo Mesquita, diretor da Rodrimar. Ferreira afirma que recebeu o empresário na sede da Caixa, em Brasília.

Indagado sobre se achou estranho um deputado pedir informações a respeito de uma empresa junto a uma instituição financeira, Ferreira respondeu que era uma operação de crédito "normal" e que depois "não foi aprovada".

Do G1

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