A incrível cara de pau de Bolsonaro no Dia Internacional da Mulher



A incrível cara de pau de Bolsonaro no Dia Internacional da Mulher

 
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Hoje o deputado fantasma Jair Bolsonaro teve a pachorra de desejar às brasileiras um feliz dia da mulher.
Pronto, a piada era essa.

Que seria de nós sem esses votos e sem esse político?

Teríamos a certeza confortante de que, apesar de vivermos em um país em que destituem injustamente uma mulher do poder e depois enviam-lhe flores, não temos entre nossos deputados um homem que diz a uma mulher que não a estupra porque “ela não merece”.

(Nota: Ninguém merece)

Que diz que teve três filhos homens – juntando todos, não dá um – mas, no fim, “deu uma fraquejada” e veio uma mulher. Que, em mais de dez anos de mandato, não aprovou sequer uma lei no Congresso.

Bolsonaro é a metáfora perfeita das felicitações por conveniência que tanto rechaçamos: aqueles que passam trezentos e sessenta e quatro dias por ano nos oprimindo, e no dia oito de março acreditam que votos decorados e um buquê de flores os redime.

Que usam esta data que, para nós, representa acima de tudo um dia de luta, para descaradamente promoverem-se como se estivessem do nosso lado.

As felicitações não nos incomodam: o que incomoda é a hipocrisia.

O que incomoda é saber que homens que sequer sabem o significado desta data – menos ainda sabem do que precisamos para termos dias felizes – deem-nos cavalheiras felicitações no dia oito de março.

Bolsonaro representa todos os homens que, todos os dias do ano, nos assediam, estupram, agridem, e fazem questão de manterem-se indiferentes às nossas pautas, mas um dia por ano repetem “feliz dia da mulher!” como ridículos papagaios de pirata – e jamais convencem nos bons modos.

Bolsonaro, se quer que tenhamos um feliz dia da mulher – ou todos os dias felizes, que é o que merecemos – faça-nos um favor: não exista.
Diário do Centro do mundo

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