Bala não basta: Bolsonaro quer criar a Bancada da Metralhadora



Bala não basta: Bolsonaro quer criar a Bancada da Metralhadora

08 de março de 2018
Leonencio Nossa do Estado de S.Paulo.
DCM/ESSENCIAL

(…)Praticando a mira


Ao se filiar ao nanico PSL, o deputado e pré-candidato ao Planalto Jair Bolsonaro (RJ) disse nesta quarta-feira, 7, que vai se empenhar em eleger o maior número de parlamentares para endurecer leis penais, evitar o desarmamento e garantir maioria no Legislativo.

Interrompido por gritos de “mito”, “messias” e “presidente”, ele disse a uma plateia de militantes que lotou um auditório da Câmara que tentará levar um maior número de policiais e integrantes das Forças Armadas para o Congresso. “A bancada da bala, chamada assim de forma jocosa, vai se transformar na bancada da metralhadora.”

Bolsonaro ainda afirmou que, caso eleito, deverá nomear para seu ministério o general Augusto Heleno Ribeiro (Defesa), o ex-astronauta Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e o economista Paulo Guedes (Fazenda). Ele também disse que pretende fundir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente.

(…)

Cerca de 15 deputados e um senador, Magno Malta (PR-ES), chamado de “vice” pelos militantes, compareceram a um auditório da Câmara para a filiação de Bolsonaro ao partido presidido pelo deputado Luciano Bivar (PE). Em seu discurso, o pré-candidato focou os ataques nas demandas LGBT, à esquerda e ao governo Michel Temer. “As malas dos porões do Jaburu, digo isso no duplo sentido, não podem continuar imperando no Brasil.”

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Para quem esperava que Bolsonaro fizesse um discurso mais light, voltado à classe média, o pré-candidato se preocupou em enfatizar suas principais bandeiras. Inclusive a defesa da quebra do monopólio na indústria de armas no País. “A violência se combate com energia ou mais violência”, afirmou. Na questão de gênero, ele disse que “todo mundo tem um amigo gay”, mas criticou supostos incentivos nas escolas à mudanças de sexo. “É uma maldade com as criancinhas”, disse.

Bolsonaro fez, em diversos momentos do seu discurso, referências a “Deus” e às “mulheres”, numa estratégia discutida com aliados para atrair votos dos evangélicos e do público feminino, após polêmicas. Magno Malta, a pedido de Bolsonaro, chegou a rezar um Pai Nosso. O hino nacional foi cantado no evento e Bolsonaro demonstrou emoção ao lembrar os pais e a infância, que, segundo ele, foi de pobreza no interior de São Paulo. Na economia, o pré-candidato disse que, na primeira semana de governo, extinguirá um terço das estatais.

DCM/ESSENCIAL

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