Vereadora do PSOL é morta a tiros dentro de carro no Rio


Vereadora do PSOL é morta a tiros dentro de carro no Rio

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Foto: Reprodução/Facebok

Minutos antes do crime, Marielle participou do evento de empoderamento feminino e ativismo contra o racismo
A Polícia Civil do Rio de Janeiro está a procura dos suspeitos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14), no Centro do capital carioca. Ela foi baleada dentro de um carro na Rua Joaquim Palhares. O motorista do veículo também foi morto a tiros. A assessora sobreviveu.
Com 46.502 votos nas eleições de 2016, Marielle foi a quinta vereadora mais votada do Rio. Equipes do 4° Batalhão da Polícia Militar (São Cristóvão) esteve no local, mas ninguém foi preso. Também não há informações sobre a identificação dos suspeitos.
Minutos antes do crime, Marielle participou do evento de empoderamento feminino e ativismo contra o racismo 'Jovens Negras Movendo as Estruturas', que aconteceu na Casa das Pretas, na Lapa. O evento foi transmitido ao vivo na página do Facebook da vereadora.
Violência no Rio
Nesta quarta o PSOL protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a intervenção federal de natureza militar no Rio de Janeiro. No pedido, o partido de oposição pede a concessão de medida cautelar suspendendo os efeitos do decreto de intervenção.
Passado quase um mês da edição do decreto, o líder da bancada na Casa, deputado Ivan Valente (SP), concluiu que a intervenção foi midiática, inconstitucional e sem planejamento. Valente lembrou que os conselhos da República e da Defesa Nacional também não foram ouvidos antes da decisão presidencial de intervenção.

O partido alega que os direitos individuais dos cidadãos estão comprometidos e que ações já implementadas no Rio demonstram isso. "É mais violência sobre a população pobre, negra e excluída do País", avaliou a legenda.

Paralelamente à ação no STF, o partido protocolou na Câmara um projeto que determina a implementação de programa de intervenção social para prevenção da violência em áreas onde os índices de violência estiverem acima da média nacional, onde houver operações para Garantia da Lei e Ordem (GLO) ou intervenção federal.

O PSOL afirma que onde houver ação interventora do Estado, é preciso haver uma compensação social. "Tudo o que se gastar em segurança se gastará na área social", explicou Valente.
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