'Há provas suficientes de crime', diz Gaeco sobre ação contra fraudes em medicamentos

'Há provas suficientes de crime', diz Gaeco sobre ação contra fraudes em medicamentos
Por G1 Bauru e Marília

Operação contra fraude no comércio de remédios cumpriu mandados em cinco endereços em Bauru (Foto: Cristiane Paião/TV TEM)
Operação contra fraude no comércio de remédios cumpriu mandados em cinco endereços em Bauru (Foto: Cristiane Paião/TV TEM)

Promotores apresentaram vídeos nos quais funcionários de empresas investigadas mostram como adulteravam embalagens. Remédios eram desviados de órgãos públicos ou roubados.

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) disseram que têm provas suficientes para afirmar que houve crime contra a saúde pública cometido pelos investigados na operação de combate a fraudes no comércio de medicamentos deflagrada na região de Bauru (SP).

Segundo os promotores Daniel Passanezi Pegoraro e Luís Cláudio Davansso, a suspeita é de que os remédios repassados pelo grupo possam ter sido desviados de órgãos públicos ou até mesmo roubados.

Em um vídeo gravado durante a operação, a funcionária de uma das distribuidoras investigada mostra como faz a adulteração para vender os medicamentos.

A TV TEM teve acesso a imagens exclusivas feitas durante a operação do Gaeco (veja abaixo) que cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco endereços de Bauru para investigar a “manipulação” irregular de medicamentos.


Gaeco vê provas de crime durante operação contra fraude no comércio de remédios

Segundo a funcionária gravada no vídeo, cerca de 1 mil caixas eram adulteradas todos os dias para serem novamente revendidas.


Nas imagens, ela usa uma mistura feita com produtos químicos para apagar informações das caixas, como data de validade, lote de fabricação e principalmente o carimbo de "venda proibida". Depois, uma máquina impressora especial era utilizada para inserir as informações falsificadas.


Os medicamentos eram trazidos por uma transportadora, que também faz parte do grupo investigado pelo Gaeco. Os promotores encontraram notas fiscais emitidas por empresas de Bauru e de outros três estados: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo.


Os promotores do Gaeco Daniel Passanezi Pegoraro e Luís Cláudio Davansso, durante coletiva: há provas de crime contra a saúde pública (Foto: Cristiane Paião/TV TEM)


Em Bauru, os mandados de busca foram cumpridos em cinco locais: um escritório, duas distribuidoras, uma transportadora e uma gráfica. Na operação, o Gaeco contou com a presença da Vigilância Sanitária e da Delegacia Tributária.


Durante operação, agentes fiscais de renda visitaram três estabelecimentos comerciais e em dois deles foram encontradas irregularidades, que resultou na lacração de uma empresa de medicamentos por crime contra a saúde pública.


No outro estabelecimento, os agentes do fisco paulista realizaram a apreensão dos medicamentos sem nota fiscal e multaram a empresa em R$ 8 milhões.

G1

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