Joesley Batista diz que pagou a Aécio R$ 50 mil de mesada por 2 anos



Joesley Batista diz que pagou a Aécio R$ 50 mil de mesada por 2 anos


SARA ALVES20/04/2018
Metrópoles

Daniel Ferreira/Metrópoles

No total, foram repassados R$ 864 mil da conta da JBS para uma rádio do senador. Os comprovantes fazem parte da delação do empresário

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovantes do pagamento de uma mesada de R$ 50 mil para o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os recibos fazem parte do acordo de delação premiada, ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, conforme matéria publicada nesta sexta-feira (20/4).
Segundo a reportagem, no total, foram repassados R$ 864 mil da conta da JBS para a Rádio Arco Íris, afiliada da Jovem Pan em Belo Horizonte. Aécio vendeu a rádio para a irmã em 2016. O pagamentos tiveram início em julho de 2015 e perduraram até junho de 2017.
Em depoimento, Joesley disse que o pagamento era uma maneira de “manter boa relação com o senador”, que tinha se saído bem nas últimas eleições para presidente e poderia ser eleito no próximo pleito.
Ainda segundo a Folha, Batista conta que Aécio Neves combinou a mesada diretamente com ele, durante um encontro no Rio de Janeiro, e justificou que a cifra era para “custeio mensal de suas despesas”. As notas fiscais acompanham os comprovantes de depósitos e têm como justificativa serviços de publicidade.
O advogado de Aécio disse à Folha que a acusação é falsa: “O senador jamais fez qualquer pedido nesse sentido ao delator, da mesma forma que, em toda a sua vida pública, não consta nenhum ato em favor do grupo empresarial”.
Senador réuEsta não é a primeira acusação em desfavor de Aécio Neves vinda do empresário. Durante uma gravação apresentada por Joesley Batista, em seu acordo de delação premiada, o parlamentar pede R$ 2 milhões ao empresário.
Por isso, o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou o tucano réu por corrupção e obstrução da Justiça, na última terça-feira (14). Também estão implicados, segundo a PGR, Andrea Neves, irmã de Aécio, Frederico Pacheco, primo do político, e o ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG) Mendherson Souza Lima, flagrado com dinheiro vivo. Os três foram acusados de corrupção passiva.
METRÓPOLES

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