Lula cogita esperar para PF buscá-lo em São Bernardo, diz Marinho



Lula cogita esperar para PF buscá-lo em São Bernardo, diz Marinho

05/04/2018   CARTA CAPITAL

Lula
Lula avalia a possibilidade de estar ao lado da militância do PT no momento da prisão
Indignado com ordem de prisão decretada por Moro antes do julgamento de embargos pelo TRF4, ex-presidente avalia ser preso ao lado da militância do PT
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogita não se dirigir até a sede da Polícia Federal em Curitiba, conforme determinou o juiz Sérgio Moro na noite desta quinta-feira 5, em despacho de prisão contra o petista. Lula foi condenado a 12 anos e um mês de reclusão no caso do tríplex no Guarujá.
De acordo com o presidente do PT em São Paulo, Luiz Marinho, a hipótese colocada sobre a mesa para ser discutida por Lula e seus advogados de defesa é de que a PF venha busca-lo em São Bernardo do Campo.
Lula avalia a possibilidade de estar ao lado da militância do PT no momento da prisão.  Isso porque, o sentimento dele é de que Moro e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) foram “arbitrários e injustos" em determinar a prisão sem apreciação de embargos ainda possíveis em relação à condenação em segunda instância.
Marinho fala "perseguição" da Justiça ao ex-presidente. "Vamos simplesmente (fazer) o que ele (Moro) determina em se entregar ou 'ah, quer me prender? Tá bom, então vem me buscar'", afirma. "Nós vamos conversar com ele (Lula)", diz.
O PT deve procurar o ministro do supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello para apelar para que leve ao plenário da Corte duas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADC's), cujo teor pode suspender as prisões em segunda instância.
"Estamos ouvindo o relator das ADC's (sobre) a possibilidade de uma liminar. Vamos aguardar todas as possibilidades. vamos recorrer a todas as possibilidades", afirma Marinho
Marco Aurélio disse mais cedo que pretende levar as ações ao plenário na próxima quarta-feira 11. No entendimento do magistrado, caso as ADC’s houvessem sido pautadas antes, Rosa teria votado contra a execução após segunda instância.
"Um dos que votaram pela execução provisória mudou de lado, essa é a novidade. Então, inverte a maioria. A ministra Rosa Weber foi categórica ontem ao dizer que deixou para reafirmar o entendimento sobre o tema no processo objetivo", afirmou nesta quinta-feira.
CARTA CAPITAL

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