Polícia apreende helicóptero de facção criminosa e prende quatro em SP

Polícia apreende helicóptero de facção criminosa e prende quatro em SP
Por Glauco Araújo e César Galvão, G1 SP e TV Globo


Polícia Civil diz que aeronave estava pronta para transportar drogas em um hangar em Arujá. Entre os presos está piloto flagrado em helicóptero com 400 quilos de cocaína no ES.


A Polícia Civil apreendeu, nesta quarta-feira (25), um helicóptero que é utilizado por uma facção criminosa que age dentro e fora dos presídios do país. A aeronave estava preparada para o transporte de drogas e em um hangar na cidade de Arujá, na Grande São Paulo.


Quatro pessoas foram presas por policiais da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de São Bernardo do Campo. A investigação do caso acredita que três delas eram pilotos e estariam preparados para viajar para Mato Grosso do Sul (leia mais abaixo).


Helicóptero de facção criminosa é apreendido pela polícia em Arujá (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Segundo Aldo Galiano, delegado Seccional de São Bernardo do Campo, a aeronave com prefixo PP-MAU voltou para manutenção. "A gente estava monitorando as oficinas. Vamos investigar a lavagem de dinheiro. Os criminosos abriam contas em nomes de outras pessoas, compravam bens com dinheiro do crime."


A apreensão ocorreu dentro de uma escola de pilotagem. Os três homens presos fora levados para a sede da Dise de São Bernardo do Campo, pois ainda não se sabe de quem é a aeronave. Não apreendida droga ou arma no local. Um piloto da Polícia Civil vai retirar o helicóptero do local por medida de segurança.


"Eles tiraram os bancos traseiros do helicóptero e instalaram duas bombas elétricas ligadas ao tanque da aeronave para aumentar a autonomia de voo. Isso é típico de aeronave usada para o tráfico", disse Galiano.


De acordo com a investigação da Dise, um dos presos é Rogério Almeida Antunes, que foi preso em 2013, no Espírito Santo, com um helicóptero carregado com mais de 400 quilos de cocaína. Também foram presos o irmão dele, Leonardo Almeida Antunes, Luis Paulo Mattar Pereira e Willian Costa de Laia.


Segundo a Dise, exame preliminar feito por peritos no helicóptero comprova que há vestígios de cocaína em "toda a aeronave" e, por essa razão, os quatro devem ser indiciados por associação ao tráfico de drogas e organização criminosa.

G1

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