Justiça nega pedidos de prisão por locaute durante greve dos caminhoneiros


Justiça nega pedidos de prisão por locaute durante greve dos caminhoneiros

Em investigação sobre locaute, Polícia Federal constatou organização logística acima do comum durante greve
Tânia Rêgo/Agência Brasil - 25.5.18
Em investigação sobre locaute, Polícia Federal constatou organização logística acima do comum durante greve

Polícia Federal já abriu 48 inquéritos para investigar envolvimento de patrões na paralisação; sete "infiltrados" já foram presos em bloqueio de via

A Justiça não autorizou os  pedidos de prisão apresentados até o momento pela Polícia Federal envolvendo as investigações por suposta prática de locaute durante a greve dos caminhoneiros. Já foram abertos um total de 48 inquéritos para investigar a ocorrência desse crime durante a paralisação que chegou a durar oficialmente oito dias, mas ainda  provoca desabastecimento no País. As informações são da Agência Brasil .
 
locaute é o crime configurado na ação de patrões que usam uma mobilização de trabalhadores para obter vantagens financeiras para si. Na semana passada, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo tem "convicção" de que donos de transportadoras também estiveram à frente da paralisação dos caminhoneiros.

As investigações são conduzidas pela PF, onde os delegados constataram que a logística para planejar e manter a paralisação nacional foi muito bem executada, fato que aumenta a suspeita de que os grevistas tiveram apoio dos patrões. Os principais entrocamentos rodoviários chegaram a ser fechados, bem como todos os corredores que levavam a refinarias e aos principais aeroportos. A rede de suprimentos para os caminhoneiros em greve também se mostrou organizada.

Infiltrados


Estão sendo apuradas ainda a ação de infiltrados, já identificados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com auxílio dos serviços de inteligência, conforme informou nessa segunda-feira (28) o diretor-geral do órgão, Renato Dias.

Ministros do primeiro escalão do governo destacaram hoje que a ação desses infiltrados é um dos principais fatores que dificultam a desmobilização completa dos manifestantes por todo o País. De acordo com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, sete pessoas não relacionadas ao movimento de caminhoneiros foram presas em bloqueio de rodovia no estado do Maranhão.

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, denunciou ontem que grupos políticos ameaçavam caminhoneiros que queriam voltar ao trabalho e forçavam a manutenção da paralisação. O objetivo dessas ações, segundo alegou a Abcam, seria prejudicar a estabilidade do governo. 

As investigações sobre o locaute e outros crimes é uma das linhas de atuação do governo federal nesses nove dias de movimento. A outra diretriz é a abertura dos corredores de abastecimento para permitir a viagem de comboios, sob escolta da PRF e das Forças Armadas, com combustíveis, insumos para usinas termelétricas, estações de tratamento e hospitais, além de alimentos, medicamentos e rações para animais.

Fonte: Último Segundo - iG 

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