Reunião define atendimento integrado entre Samu, UPA e Santa Casa


Reunião define atendimento integrado entre Samu, UPA e Santa Casa 


         Reunião realizada na Santa Casa, na manhã de quinta-feira (10), definiu normas para agilizar o transporte e o encaminhamento de pacientes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para a Santa Casa de Ourinhos. Participaram do encontro a Secretária da Saúde Cássia Palhas, médicos e diretores da Santa Casa, UPA e Samu, além de representantes de bairros e vereadores. A ação também esclareceu dúvidas sobre o funcionamento de cada órgão de saúde e a melhor forma de utilização do sistema público de atendimento à população para tentar evitar a demanda anormal de pacientes presenciada na UPA no domingo, dia 6 de maio. A situação de exceção já foi solucionada e o fluxo voltou ao normal.

         A Secretária Cássia anunciou durante a reunião uma ampla campanha de conscientização popular para que os pacientes saibam determinar quando devem procurar a UPA ou as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) dos bairros. Há casos em que o paciente não possui uma doença grave, mas em vez de ir ao posto de saúde, se dirige ao UPA, causando superlotação e demora no atendimento.

         “Há pessoas com dor de garganta, assaduras, unha encravada, piolho e até caspa que vão à UPA, em vez de ir a uma UBS. Com isso, ocupam o profissional que está lá atendendo um paciente grave. Isso superlota, como ocorreu domingo”, explica Cássia, lembrando que situação ocorrida no fim de semana do dia 6 de maio, foi utilizada por algumas pessoas para fazer sensacionalismo nas redes sociais.


         “Utilizaram a superlotação da UPA e da Santa Casa, que estava com os leitos todos ocupados também com pacientes graves, uma situação atípica, para fazer sensacionalismo. Por isso convidei todos para essa reunião, até o Ministério Púbico, para mostrar como funciona o serviço de saúde de Ourinhos. Queremos transparência com todos. Temos uma relação muito boa com a UPA, que melhorou muito depois que a nova gestão assumiu”, diz Cássia.
         No início de abril a Pró-Vida, nova gestora da UPA assumiu os serviços de saúde oferecidos na UPA. Em contrapartida a Prefeitura de Ourinhos anunciou a contratação de mais 15 funcionários. A UPA de Ourinhos tem toda a estrutura e equipe capacitada para realizar o atendimento da população. Os casos graves que evoluam para a necessidade de internação são imediatamente comunicados à Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos e, se houver vagas, os pacientes são transferidos pela equipe do Samu para atendimento mais adequado.
         O médico Sarkis Jamil, que integra a equipe de retaguarda da UPA, ressaltou a qualidade do atendimento médico na unidade e foi enfático ao dizer que a população está recebendo o melhor tratamento possível.
         “É importante que todos saibam a população está sendo atendida da melhor maneira possível. A UPA não é deposito de gente. Lá é feita a triagem do paciente. Esse trabalho, que foi proposto pela Secretaria da Saúde e Santa Casa, trouxe para a população uma segurança maior, porque na UPA, os pacientes estão recebendo o mesmo atendimento que se estivesse internado na Santa Casa. O que observamos no dia a dia é a ansiedade da população de que tem que ser mandado urgente para a Santa Casa, mas às vezes não é isso. Em vários casos regredimos a patologia na UPA mesmo”, afirma. 
         A médica Adriana Vasconcelos responsável pelo Pronto Socorro da Santa Casa e também integrante da equipe de retaguarda da UPA acrescentou que muitos casos graves que chegam a UPA são tratados sem transferência para a Santa Casa. Isso ocorre devido a uma maior integração e comunicação entre os médicos da UPA e Santa Casa.
         “A população precisa saber que muitos pacientes estão recebendo tratamento na própria UPA. O paciente chega, o médico atende, avalia, passa a prescrição, observa que o paciente está melhorando e depois de 24h ou 48h, se melhorou, volta para casa, recebe alta. Mas isso ninguém fica sabendo porque não vai para a mídia. Para a mídia vão os casos que forçam um encaminhamento (para a Santa Casa) e se aproveitam de uma situação”, ressalta Adriana.
         Segundo a médica a autonomia da equipe de retaguarda em definir as transferências de pacientes para a Santa Casa é necessária para evitar superlotação e falta de vagas no hospital.
         “Agora temos comunicação muito boa com os médicos da Santa Casa para filtrar quem pode ir e em que momento pode ser transferido. Isso otimiza o tratamento da população. A ideia é criar um grupo de médicos para se comunicar ainda melhor e agilizar o fluxo de atendimento”, informa.
         A médica Fernanda Tiveron da equipe de retaguarda da UPA também analisou as transformações ocorridas no atendimento à população na unidade.
         “Nossa proposta mudou na UPA. Temos uma equipe com poder de decisão um pouco melhor do que era antes. São seis especialistas definindo a ordem com que os pacientes serão transferidos para a Santa Casa. Quem fica na UPA, nós tratamos. Ninguém está jogado, nem abandonado, conforme estão dizendo e atacando por aí. Fora os médicos da UPA, são seis especialistas que ficam pelo mesos seis horas por dia na UPA”, informa.
         Representando os vereadores presentes na reunião, o Presidente da Câmara Alexandre Zoio Dauage, ressaltou a importância de uma boa troca de informações entre médicos, e a população para evitar que situações atípicas causem fatos inverídicos na mídia.
         “Queria deixar claro que nós, vereadores, estamos pensado na população, não queremos acusar setores. A Câmara defende a saúde e os médicos de Ourinhos. Tem a oposição que gosta de chamar a atenção, mas a maioria defende a saúde e a população, para dar suporte e ajudar a divulgar como funciona o atendimento á saúde. Sempre estou em contato com a Prefeitura, UPA, Santa Casa, Samu, para saber a real situação da saúde de Ourinhos e o que podemos fazer para ajudar a melhorar ainda mais o setor”, fala.

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