Grupo quer impedir carícias entre gays durante Copa

Grupo quer impedir carícias entre gays durante Copa

ISTO É/ANSA
Grupo quer impedir carícias entre gays durante Copa

Apresentação do troféu do Mundial da Fifa em Moscou, uma das cidades-sede do campeonato em 2018 - AFP/Arquivos

A cidade de Rostov, na Rússia, será patrulhada por um grupo paramilitar de cossacos com o objetivo de garantir que casais homossexuais não troquem carinhos em público durante a Copa do Mundo, informou nesta segunda-feira (4) o jornal “The New York Times”.
De acordo com a publicação, cerca de 300 membros deste grupo se juntarão à polícia russa para aplicar a lei contra a “propaganda” homossexual aos menores de idade, ou seja, proibindo que casais do mesmo sexo se beijem, abracem ou andem de mãos dadas.
“Se virmos dois homens se beijando, diremos à polícia, então caberá à polícia decidir o que fazer”, disse o líder do grupo paramilitar, Oleg Barannikov.
O grupo é leal ao presidente da Rússia, Vladimir Putin. Eles são conhecidos no território russo pela violência, como a forma bruta que com a qual reprimiram os protestos no dia em que Putin iniciou o seu quarto mandato presidencial.
Com pouco mais de um milhão de habitantes, Rostov é uma das 11 cidades sedes da Copa do Mundo de 2018. Ela irá receber cinco jogos do Mundial, sendo um deles Brasil e Suíça, no dia 17 de junho, além de um dos confrontos das oitavas de finais.
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