Partido de Bolsonaro em SP é suspenso por irregularidades



Partido de Bolsonaro em SP é suspenso por irregularidades
Por iG São Paulo | 26/06/2018
Núcleo paulista do PSL, partido de Bolsonoro, foi suspenso pelo TRE
Reprodução/Twitter
Núcleo paulista do PSL, partido de Bolsonoro, foi suspenso pelo TRE

TRE suspendeu diretório paulista do PSL, partido de Bolsonaro, por irregularidades nas contas de 2016; se mantida, major Olímpio, pré-candidato ao Senado por São Paulo, pode ter candidatura prejudicada

Assim, o núcleo paulista do partido de Bolsonaro pode ficar ausente nas eleições de 2018. Na avaliação do TRE, a legenda ficou devendo documentos que comprovem a origem e destino de recursos na campanha de 2016. 

PSL tem até agosto para apresentar nova prestação de contas, condição para poder lançar candidatos no estado de São Paulo neste ano.

Caso seja mantida, a punição será um problema para Bolsonaro, que corre o risco de ficar sem palanques no estado com o maior número de eleitores no Brasil. A decisão é empecilho também para major Olímpio, que pretende se lançar ao Senado por São Paulo nestas eleições.

Além do partido de Bolsonaro, outros problemas para a candidatura.


Outro possível entrave para as pretensões presidenciais de Bolsonaro é um processo por racismo que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal.

Os advogados do deputado apresentaram ao STF argumentos contra o acolhimento das denúncias. O presidenciável foi denunciado em abril pela Procuradoria-geral da República (PGR), que viu em declarações do candidato crimes de ódio contra quilombolas, indígenas e mulheres.

A defesa criticou a denúncia da PGR, classificando-a de “oportunista”. No documento enviado ao STF, os advogados afirmam que as falas de Bolsonaro foram retiradas do contexto “com certo oportunismo diante da campanha eleitoral que se avizinha”.

Na denúncia, a PGR lembra que, em um discurso amplamente divulgado na internet e na imprensa, o deputado faz um paralelo da formação de sua família para destilar preconceito contra as mulheres: “Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher”, disse.

Em seguida, Bolsonaro apontou seu discurso para os índios, impondo-lhes a culpa pela não construção de três hidrelétricas em Roraima e criticando as demarcações de terras indígenas. O discurso continuou mirando os quilombolas. Segundo o parlamentar, essas comunidades tradicionais “não fazem nada” e “nem para procriador eles servem mais”. “Olha, o afrodescendente mais leve [dos quilombos] pesava sete arrobas”, completou o deputado.

Na argumentação dos advogados, os dizeres do presidenciável não são racistas e não fomentam o ódio. Eles afirmam que a intenção do partido de Bolsonaro era criticar o programa Bolsa Família e a demarcação de terras indígenas e quilombolas que, em sua avaliação, representariam uma trava ao desenvolvimento econômico do país.

Fonte: Último Segundo - iG 

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.