SSP apura ação de grupos de extermínio ou retaliação por morte de PM

SSP apura ação de grupos de extermínio ou retaliação por morte de PM

CORREIO
Maurício Barbosa, secretário da Segurança Pública (Foto: Carol Garcia/Arquivo GOVBA)
Secretário Maurício Barbosa comentou os 29 homicídios do fim de semana
A Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) investiga se a onda de violência em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) no último fim de semana foi uma retaliação pela morte de dois policiais militares na semana passada. Entre sábado (9) e domingo (10), 29 pessoas foram assassinadas, incluindo o cabo da PM Gustavo Gonzaga da Silva, 44 anos. 
De acordo com o titular da pasta, o secretário Maurício Barbosa, a SSP investiga até mesmo a possibilidade de ação de um grupo de extermínio. Em entrevista ao CORREIO, Barbosa destacou que foi um fim de semana ‘atípico’ – especialmente por sair de uma sexta-feira (8) em que não houve nenhum assassinato para registrar 17 no dia seguinte. 
“Hoje temos uma reunião técnica para apurar a possibilidade de ação de grupos de extermínio ou possível retaliação à morte do policial, ou até mesmo ação do tráfico. Mas obviamente foi um final de semana atípico. Duas semanas atrás, tivemos um fim de semana com cinco homicídios e chamou a atenção por ser logo após a morte do policial”, explicou. 
Ele citou, ainda, uma “possível revolta” da tropa, diante da brutalidade com a qual o cabo Gonzaga foi morto. O PM foi torturado e teve o corpo mutilado antes de ser morto pelos criminosos. Gonzaga ainda recebeu vários tiros na cabeça. Os autores do crime chegaram a arrancar o coração da vítima e deixaram o órgão na região do Nordeste de Amaralina, em uma localidade conhecida como Boqueirão, a mais de 1 km de onde Gonzaga foi morto. 
“Obviamente, está todo mundo comovido pela forma como o policial foi morto e estamos buscando altivez na resposta para prender e chegar aos autores. E também (estamos buscando) ações individuais que sejam feitas como forma de acalmar esse sentimento que passa por todos os policiais, por ele ter sido brutalmente assassinado”. 
O secretário destacou, no entanto, que não necessariamente esses grupos seriam formados por policiais ou apenas por policiais. “Às vezes têm pessoas com qualquer outra ocupação profissional e que se intitulam de ‘justiceiros’, mas a gente tenta evitar que sejam feitos esses atos”.
Briga de facções
Além da suspeita que o secretário chamou de “ação orquestrada” devido à morte do policial, Barbosa destacou que os números do fim de semana incluem homicídios devido à briga de facções. 
“Infelizmente, todo fim de semana, a gente encontra acerto de dívida de droga também. Estamos investigando, entre esses homicídios, até questões passionais. Teve a questão do empresário na Pituba e agora não descartamos também nenhuma possibilidade”.
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