Onças-pardas são vistas no Parque Nacional de Brasília

Onças-pardas são vistas no Parque Nacional de Brasília

CORREIO BRAZILIENSE



Segundo a diretora do Parque Nacional, Juliana Barros, esses animais precisam de amplos espaços para sobreviver. É natural que eles apareçam de tempos em tempos


Duas onças-pardas foram vistas no Parque Nacional de Brasília. Os animais, um macho com menos de 1 anoe uma fêmea de 1 ano e meio, foram flagrados por meio de armadilhas fotográficas instaladas na unidade de conservação. Essa foi a primeira vez que biólogos conseguiram provas visuais da existência do animal desde a criação da unidade, em 1961.

Não é possível, até o momento, dimensionar o número de onças-pardas na unidade de conservação, já que elas se movimentam muito. O deslocamento desses animais é monitorado por meio de câmeras trap (armadilha). Os pesquisadores movimentam as câmeras a fim de registrar imagens diversas em ambientes variados. “Por tratar-se de uma área de preservação ambiental, a presença das onças significa que o ambiente está em perfeito equilíbrio”, esclarece a chefe da Unidade de Conservação, Juliana Barros.

De acordo com Juliana, as onças-pardas necessitam de amplos espaços para sobreviver e, de tempos em tempos, elas podem ser avistadas. Os animais foram vistos próximos às trilhas dos visitantes. “No caso específico desta onça, trata-se de uma jovem fêmea que ainda não estabeleceu seu território. Este é o motivo porque ainda é possível avistá-la na mesma área”, explica.

Os visitantes do Parque Nacional, no entanto, não precisam temer ataques de onças e nem mesmo ter cuidados especiais para não atrair esses animais, segundo a chefe da unidade de conservação. “Os visitantes não atraem as onças pois nada que carregamos é parte da alimentação deste felino. Na verdade, a tendência é que a presença humana afaste o animal, então, fazer algum tipo de barulho, como bater palmas, por exemplo, costuma afastar as onças. Porém, em caso de avistamento, a recomendação é evitar a curiosidade e não ir de encontro ou perseguir o animal. Para se afastar, recomenda-se não correr ou fazer movimentos bruscos”.

O Parque Nacional de Brasília é o lar de diversas espécies de fauna e flora nativas do Cerrado, inclusive espécies ameaçadas de extinção, como o caititu, o tamanduá-bandeira, tatus e o lobo-guará, além das onças pardas e pintada, informa o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

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