Padre se recusa a batizar primos durante momento da cerimônia



28/08/2018
Padre se recusa a batizar primos durante momento da cerimônia

BAHIA.BA

Foto: Reprodução/TV Bahia

Os pais e padrinhos dos meninos se prepararam durante três meses, mas líder religioso anunciou em missa que eles não eram casados na Igreja e se recusou a fazer o batismo

Dois primos de 13 anos tiveram seus respectivos batismos cancelados por recusa do padre no momento da cerimônia. Os pais e padrinhos defendem que se prepararam para o batizado durante três meses, mas o líder religioso da Igreja Senhor Bom Jesus dos Milagres, no bairro de Brotas, justificou a recusa porque eles não serem casados na Igreja Católica.
O pai de um dos adolescentes, Antônio de Oliveira Filho, explicou ao G1 que “em nenhum momento” eles foram perguntados se eram católicos praticantes ou casados no civil e religioso. “Em nenhum momento. Nem no curso e nem na inscrição. Não foi pedido nenhum documento que a gente fosse casado na igreja”, disse.
Os adolescentes de 13 anos, um garoto e uma garota, foram surpreendidos, junto com a família, no momento da cerimônia de batismo pelo padre João Eduardo.
“Para nossa surpresa, o padre, no microfone, ainda antes de finalizar a missa, falou que tinha o batismo marcado naquele dia, que embora estivesse tudo já programado, ele não iria realizar porque os pais e padrinhos não eram casados perante a igreja. Minha filha já estava sendo preparada na catequese da escola da própria igreja já há mais de três meses, assim como meu sobrinho. E seguimos todas as orientações. Teve reunião de pais, teve curso de pais e padrinhos…”, contou a publicitária Carolina Matheo, mãe da garota.
A atitude do padre gerou revolta na família. Os pais contam que, durante a preparação para o batismo, cumpriram com todos os protocolos e chegaram a pagar taxas para a realização da cerimônia, que não aconteceu.
O líder religioso contou ao G1 que orientou a família, através da equipe de catequese, que os padrinhos deveriam ser casados na Igreja Católica, mas que a recomendação não foi seguida e que ele cumpriu o que a doutrina determina.
Ainda de acordo com o líder religioso, ele já tinha facilitado ao abrir uma exceção para batizar os adolescentes, já que o batismo é dado a crianças de até 7 anos de idade.
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