Em Curitiba, general vice de Bolsonaro sugere nova Constituição, mas sem voto popular

DITADURA DE VOLTA??

Em Curitiba, general vice de Bolsonaro sugere nova Constituição, mas sem voto popular

BEM PARANÁ
Em Curitiba, general vice de Bolsonaro sugere nova Constituição, mas sem voto popular

Mourão: "Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo" (Foto: Geraldo Bubniak)  (Adeus Democracia?)

13/09/2018    Folhapress


CURITIBA, PR, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Candidato a vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão (PRTB) defendeu nesta quinta-feira (13) que o país faça uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte.
Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito.
"Essa é a minha visão, a minha opinião", disse, destacando que essa não é a proposta da candidatura, nem de Bolsonaro. "Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo", afirmou.
Mourão, que deu uma palestra a empresários em Curitiba, defendeu que a proposta não é antidemocrática, e disse que já houve constituições no Brasil que vigoraram sem terem passado pelo Congresso.
"Não em ditadura, em período democrático. A Constituição de 1946, lembra como ela foi feita", afirmou.
De acordo com o constitucionalista Luiz Guilherme Arcaro Conci, professor da PUC-SP, porém, a Carta de 1946, a que se referiu o candidato, foi, sim, feita pelo Congresso. Os textos que não passaram por representantes eleitos pela população foram os de 1824, 1937 e 1969, que não coincidem com regimes democráticos no Brasil.
Para Mourão, a atual Constituição, de 1988, deu início à crise pela qual passa o país.
"Tudo virou matéria constitucional. A partir dela, surgiram inúmeras despesas. A conta está chegando, está caindo no nosso colo. Chegou o momento em que temos que tomar uma decisão a respeito", afirmou.
Mourão, porém, reconheceu que a edição de uma nova Constituição é algo "muito difícil de se conseguir" nesse momento no Brasil.
O general ainda rechaçou a possibilidade de intervenção militar no Brasil e disse que a democracia precisa ser "afirmada como um valor fundamental do nosso país".
"Por pior que seja esse sistema, ele ainda é o melhor de todos", declarou.
BEM PARANÁ

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