Ex-mulher informou ao Itamaraty que foi ameaçada de morte por Bolsonaro

25/09/2018
Ex-mulher informou ao Itamaraty que foi ameaçada de morte por Bolsonaro
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Foto: Reprodução/ Facebook

Na época, Bolsonaro travava disputa judicial sobre a guarda do filho do casal, à época com cerca de 12 anos

A segunda ex-mulher do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), Ana Cristina Valle, afirmou em 2011 ao Itamaraty que foi ameaçada de morte por ele e que isso a levou a deixar o País para viajar para a Noruega.
O relato consta em um telegrama reservado arquivado no órgão, divulgado pela Folha nesta terça-feira (25). Na época, Bolsonaro e Ana Cristina travavam uma disputa judicial no Rio de Janeiro sobre a guarda do filho do casal, à época com cerca de 12 anos.
“A senhora Ana Cristina Siqueira Valle disse ter deixado o Brasil há dois anos [em 2009] ‘por ter sido ameaçada de morte’ pelo pai do menor [Bolsonaro]. Aduziu ela que tal acusação poderia motivar pedido de asilo político neste país [Noruega]”, informa o telegrama.
Atualmente Ana Cristina usa o sobrenome “Bolsonaro” e é candidata a deputada federal pelo Podemos. Ela apoia a candidatura do ex-marido ao Planalto e considerou “superado” o episódio na Noruega, ainda que admita ter sido pressionada por ele à época.
Duas fontes ouvidas pela reportagem e o então embaixador, Carlos Henrique Cardim, que assina os textos, confirmam a íntegra dos documentos.
Conforme reportagem da Folha, Bolsonaro mobilizou o Itamaraty, em 2011, como deputado federal, para que o órgão intercedesse depois que Ana Cristina viajou para a Noruega com o filho do casal. Em 2011, o órgão localizou e manteve contato com Ana Cristina a pedido de Bolsonaro.
A afirmação dela sobre a suposta ameaça de morte consta em um telegrama de julho de 2011 enviado a Brasília pela Embaixada Brasileira em Oslo e escrito pelo embaixador Cardim, a partir de informações prestadas pelo vice-cônsul na Noruega.
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