Grupo 'Mulheres contra Bolsonaro' deve chegar a 1 milhão de pessoas



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Grupo 'Mulheres contra Bolsonaro' deve chegar a 1 milhão de pessoas

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Divulgação

Nas eleições de 2014, dos 1.035 legisladores estaduais eleitos, somente 114 eram mulheres (11%). No Congresso Nacional, foram eleitas somente 61 mulheres para 513 cadeiras, (12%). No entanto, as mulheres representam 52% do total de eleitores e o voto delas pode ser decisivo para as eleições desse ano. 

Líder na corrida presidencial, com 24% das inteções de voto, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem a rejeição de praticamente metade (49%) do eleitorado feminino, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (10).


Em meio a um cenário incerto para as eleições presidenciais, milhares de mulheres se uniram em um grupo apartidário de discussão do Facebook com um objetivo: se posicionar contra Bolsonaro, conhecido por declarações e atos machistas. 

Criada no dia 30 de julho, a comunidade virou um fenômeno nas últimas semanas e até as 17h42, já reunia mais de 800 mil integrantes. De acordo com a criadora do grupo, Ludmila Teixeira, "Mulheres unidas contra Bolsonaro" deve chegar a 1 milhão de participantes ainda nesta terça-feira (11). 

"Grupo destinado a união das mulheres de todo o Brasil (e as que moram fora do Brasil) contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato Jair Bolsonaro e seus eleitores. Acreditamos que este cenário que em princípio nos atormenta pelas ameaças as nossas conquistas e direitos é uma grande oportunidade para nos reconhecer como mulheres. Esta é uma grande oportunidade de união! De reconhecimento da nossa força! O reconhecimento da força da união de nós mulheres pode direcionar o futuro deste país! Bem-vindas aquelas que se identificam com o crescimento deste movimento", diz a descrição da comunidade no Facebook. 

Segundo as regras das moderadoras, o grupo é destinado apenas para mulheres cis ou trans. As discussões também devem ocorrer de forma respeitosa e não são permitidos discursos de ódio, enquetes sobre intenção de votos e a exposição de publicações feitas dentro da comunidade. Além disso, não é aceita propaganda para nenhum candidato. 

E também está marcado para o próximo dia 29, no Largo da Batata, em São Paulo, uma manifestação contra o candidato. Para mais informações sobre o evento "Mulheres contra bolso.na.ro" acesse a página oficial do evento no Facebook

(Atualizada às 17h42)
Com informações do site Catraca Livre

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